maio 05, 2017 | Por Mandy em Restaurantes

#StarvingRioTips: Pici Trattoria

Há umas duas semanas fui almoçar no Pici Trattoria para comemorar o aniversário de uma grande amiga. Já tinha ouvido falar super bem do restaurante, que fica ali em Ipanema, onde era o Informal do lado da Baronetti (que flashback! rs). De cara, o ambiente já impressiona, é super iluminado e agradável – ainda toca um jazz gostoso de fundo.

Os pratos ficam por conta do chef Thiago Berton, que já passou pelo Maní, aquele famoso restaurante de São Paulo. Num geral, os preços estão abaixo da média desse tipo de restaurante no Rio. Por exemplo, o steak tartare sai por R$ 28, o bolinho de risoto R$ 18 (quatro unidades) e o espaguete à carbonara,R$ 52. Eu não resisti e acabei pedindo o gnocchi ao pesto com creme de burrata e raspas de limão-siciliano, que custa R$ 47,00 e estava realmente muito bom!

Dois drinks igualmente maravilhosos: Moscow Mule e Pici Mule (Gin, frutas vermelhas, lemoncello artesanal, espuma de limão siciliano). 😋


Meu prato, tão bonito e igualmente gostoso, rs…


rigatoni all’amatriciana 🍝 com pancetta crocante 🐷 e pimenta calabresa


gnocchi de parmeggiano – especial do dia


carbonara


polvo grelhado, ladeado por purê de batata-baroa, cebola caramelada e farofa

Só de olhar essas fotos já me dá fome! rs… Fazer post perto da hora do jantar nunca dá certo! Estou doida para voltar lá e provar outras coisas! Alguém

Pici Trattoria
Rua Barão da Torre, 348 | Ipanema

Beijos,
Mandy

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abr 26, 2017 | Por Mandy em Series

4 pontos positivos e 4 negativos de Girlboss, a nova série da Netflix

O último domingo estava em condições perfeitas de temperatura, pressão, pipoca e edredom para uma maratona de Netflix. Aproveitei para devorar Girlboss, que estreou no último dia 21, de uma vez só. Ao longo dos 13 episódios, vários pensamentos vieram na minha cabeça. Gostava de algumas coisas e outras me incomodavam. Acho que se essa série tivesse sido lançada 5 anos atrás, provavelmente eu teria adorado e não teria implicado com várias coisas.

Bom, vamos lá. Começando pelos negativos:

A veneração de pessoas idiotas: Eu li o livro e achei que a série pintou uma imagem mais negativa de Sophia. É claro que existem alguns exageros porque é uma interpretação livre para a TV mas, de qualquer forma, é sabido (e ela mesma conta no livro), que roubou diversas vezes e isso passa quase como uma coisa ‘normal’ na série. Do sanduíche da sua chefe ao tapete que estava exposto na calçada, Sophia é vista apenas como uma rebelde sem causa. Isso sem contar outras atitudes bem babacas da personagem, como não se importar com os outros, desrespeitar o trabalho alheio, passar por cima das pessoas e achar que ela pode fazer o que bem entender e f*da-se. E isso é visto como cool. Fico pensando se fosse uma menina negra e pobre se isso aconteceria …

Não é uma série feminista: A série tenta e se vende como, mas não é isso que reflete. Tem algumas falas clichês meio forçadas que não colam. Além disso, a feminista que aborda Sophia e Shane na rua é retratada como se fosse uma descontrolada maluca – e ela ainda é ridicularizada pelo casal. Sophia é extremamente egoísta, passa por cima das pessoas, independentemente de serem mulheres ou não. Cadê empatia? Se vender como empoderadora e colocar um ‘boss’ no nome não faz da série feminista, a meu ver.

A ‘maquiagem’ das histórias reais: Sei que a série já estava em produção há um tempo, antes da Nasty Gal declarar falência, mas vários problemas já rolavam na empresa nos últimos anos. A Nasty Gal possui vários processos nas costas, incluindo trabalhistas (muitos por más condições no trabalho e discriminação), abusos, propriedade intelectual (aka cópias), etc.

Mundo de aparências: Sophia é considerada uma das únicas mulheres ricas dos Estados Unidos que construíram sua fortuna sozinha. Não vou entrar na questão de ‘meritocracia’, até porque acho que ela não chegou lá de uma forma completamente honesta e ela vem de outro contexto socioeconômico. Fato é que mesmo tendo para onde fugir se nada desse certo (o que é um privilégio, convenhamos), ela optou por não depender do pai e seguiu o sonho de abrir seu próprio negócio. Sua história pode realmente inspirar muitas meninas. A Nasty Gal virou desejo de muitas e passou a vender não apenas roupas, mas uma história, principalmente depois do lançamento do livro. Mas com tantos problemas no decorrer da construção da marca e com tudo que tem acontecido nos últimos anos, quem acompanha meio de fora deve achar que é tudo um mar de rosas e que a marca vai muito bem, obrigada. E isso acaba acontecendo demais por aí, né? Ainda mais nesse mundo online…

PONTOS POSITIVOS:

Apesar dos pontos acima, Girlboss é uma série leve, com episódios de 20 e poucos minutos pra assistir quando se está de bobeira – ou num domingo chuvoso, rs. Agora vamos pro que a série tem de melhor:

A trilha sonora: Uma das melhores coisas da série, sem dúvidas! Terminei querendo achar a playlist no Spotify, rs. Tão boa quanto a de Stranger Things. Volta e meia me via balançando a cabeça ‘dançando’ com alguma música. Tem Yeah, Yeah, Yeahs, Nelly, Black Kids,… Vale a pena dar o play! ♫

RuPaul: Na primeira vez que ele apareceu eu pensei: “Não acredito!”. Aí fui dar um Google pra checar se era mesmo. Ele está maravilhoso como o vizinho de Sophia e aparece em vários momentos!

O figurino (e a direção de arte/fotografia): É claro! E por alguns momentos a gente até esquece que a série não se passa nos anos 70, até por conta dos cenários também. São tantas referências da década… Não é à toa que a marca começou sendo “Nasty Gal Vintage”. E sonho com essa jaqueta colorida até hoje. ❤️

Mulheres como protagonistas: Sendo ou não uma série feminista, é sempre bacana ver mulheres como protagonistas. Ok, tem o Shane, que é uma graça, mas ele é tão songo-mongo que nem conta, rs… E a Britt Robertson está ótima como Sophia! Bem parecida fisicamente em alguns momentos, inclusive.

***

Tenho um certo receio e medo de que essa seja uma referência idolatrada para meninas mais novas porque vejo problemas em como a Nasty Gal surgiu e se sustentou. Essa premissa do sucesso a qualquer custo é perigosa e pode ser bem antiética. Ao mesmo tempo, acho super bacana uma mulher construir um império do zero e tão nova, aos 23 anos, e isso inspira muitas meninas. Já fui em duas palestras da Sophia Amoruso na época em que morava em NY e é absurda a quantidade de garotas (de todos os tipos) que se fascinam com a sua história. Sophia lançou uma nova empresa, também chamada Girlboss, que ajuda novas empreendedoras e, inclusive, já deu mais de 100 mil dólares em bolsas de estudo para meninas nas áreas de design, moda, música e artes.

Isso tudo pode inspirar? Claro que pode! Mas também é meio frustrante. Vivemos em uma geração que acredita que temos que chegar aos 30 com toda a vida resolvida, um case de sucesso embaixo do braço e uma conta bancária com vários dígitos azuis no fim do mês. E nem sempre isso acontece – ou tem que acontecer. O grande sucesso da Nasty Gal aconteceu relativamente rápido e isso é uma exceção. Não pode virar regra, nem exemplo.

***

Vale a pena assistir?! Vale. Tanto pelos pontos positivos, quanto pelas reflexões. Quero a opinião de vocês sobre a série. Gostaram?!

Beijos,
Mandy

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