jul 07, 2017 | Por Mandy em Publieditorial, Reflexão, Starving recomenda

Eu, meus crushes e o happn

Não sou muito de falar da minha vida pessoal por aqui e nas redes sociais mas, quem me acompanha há mais tempo, sabe que eu namorei durante 10 anos – sim, 10 anos! rs… Desses 10, morei junto 4. Ou seja, é MUITO tempo. Um terço da minha vida com a mesma pessoa. Estou solteira desde o final de 2015 e essa experiência tem sido super importante pra minha evolução pessoal – e divertida também, claro! rs

Logo nessa época, saí com a , do F-uti, para conversar sobre meu término e ela me apresentou o happn. Me incentivando a baixar o aplicativo, ela me mostrou como funcionava e achei aquela novidade tecnológica super interessante, rs…

Tenho amigas que não se sentem muito à vontade de usar aplicativos de paquera, mas eu sou super a favor. Acho uma mão na roda e um grande facilitador na hora de conhecer novas pessoas. Com o happn então, fica ainda mais fácil, porque você cruza com as pessoas que andam por onde você passa (em um raio de 250m). Então, volta e meia rola de ir em um evento/festa e cruzar no happn com quem você achou interessante, mas teve vergonha de flertar pessoalmente, rs…


Quando você cruza com um cara bonitinho…


…e dá Crush!

Conheci pessoas bem legais no happn e comecei a incentivar minhas amigas solteiras a usarem também. Uma delas, inclusive, conheceu seu atual namorado no aplicativo e eles estão morando juntos há alguns meses. De nada, Cris, rs… #madrinha

Bom, como usuária do aplicativo há um ano e meio, achei bem legal quando o pessoal do happn me procurou para contar um pouco da minha experiência com o app. E olha, vou falar que o que eu tenho é história pra contar, viu, rs…

O meu primeiro encontro do happn (e o primeiro EVER depois de 10 anos!) foi também a história mais bizarra de todas, rs… Depois de algumas mensagens com um menino bonitinho que já tinha visto através do happn da Jô, descobri que ele morava na minha rua, apenas alguns prédios depois do meu. Uns dias se passaram e combinamos de tomar um chopp em um bar perto da nossa casa. Foram horas e mais horas de papo e uma conexão bem legal. De madrugada, na hora de ir embora do bar, perdemos a noção da periculosidade que o Rio de Janeiro possui e resolvemos voltar a pé, já que estávamos bem perto de nossas casas – praticamente na esquina. E eis que, um cara salta de um carro do nosso lado, com uma arma na mão, e assalta a gente.

SIM, fui assaltada com o crush no meu primeiro date pós-solteira. Resultado: levaram minha bolsa com tudo dentro e a carteira dele. Adivinhem aonde foi o segundo encontro?! Na delegacia fazendo B.O. juntos no dia seguinte, hahaha. Depois disso, continuamos saindo algumas vezes. Aí os encontros foram diminuindo e ele voltou a morar em São Paulo. Mas taí uma história que depois do acontecido virou cômica, rs…

Sabe aquele encontro que você meio que não espera muita coisa porque a pessoa mora longe e está de passagem na sua cidade? Então… Esse foi um que me surpreendeu positivamente. Encontrei com ele em um festival de cerveja e o date já começou engraçado porque tem certas coisas que só acontecem comigo.

Marquei com o crush no evento e, quando vejo ele vindo de longe na minha direção (“nossa, que graça!“, pensei), eis que surge: meu pai, meus primos e meu irmão. “Amanda, o que você tá fazendo aqui? Nem avisou que vinha! Vamos ali pegar uma cerveja!”. O crush dá meia volta e some, envergonhado, claro. Eu: “Ehhhh, vim encontrar uma amiga. Preciso ir no banheiro. Vejo vocês depois, beijo”. Mensagem pro crush: “Ei, volta aqui, eles já foram, rs”. Crush responde: “Ok, haha 🙊”. Eu pensando: “Ufa, graças! Não perdi o crush”. Papo vai, papo vem e mais algumas cervejas depois a vida aconteceu (leia-se, os beijos, haha) e tudo deu certo.

Eu já estava crente que nem ia mais encontrar com ele novamente, mas marcamos mais um encontro antes dele ir embora. Depois de duas semanas nos encontramos em São Paulo e continuamos nos falando, todos os dias, por quase dois meses. Só paramos de nos falar por um tempo porque eu estava envolvida mais seriamente com outra pessoa. Esse relacionamento acabou não dando certo e foi então que voltamos a trocar mensagens. Nos encontramos mais duas vezes em São Paulo (ele não mora lá, mas é o meio do caminho, rs) e continuamos nos falando frequentemente e, o que tinha tudo para nunca mais acontecer, acabou virando uma relação super bacana. Eu sei que não vai evoluir para algo mais sério, ele também e tá tudo certo. Sabe quando tudo flui naturalmente e não existe pressão, nem joguinho?! O que vale é o carinho e os momentos legais que passamos juntos de vez em quando. 

Um dos meus primeiros encontros foi com um menino que, assim que eu o vi no happn, pensei: “Opa! Te conheço e não é de hoje“… “Oi, você não é amigo da Fulana?!”; “Sim, também lembro de você, rs“. Depois disso, foram alguns encontros e desencontros e essa amiga em comum volta e meia acaba nos “unindo”. O legal, é que independentemente de qualquer coisa, criou-se uma amizade bacana e hoje em dia até trabalhamos juntos em algumas ocasiões. #MandaJobs, rs…

• • •

Tive algumas outras experiências com o happn que também foram histórias interessantes. Acho que sempre temos algo pra aprender e vivenciar. Entre levas de meses usando e outras não, me vejo em um00a terceira fase com o aplicativo e conhecendo novas pessoas. Certamente terei mais casos para contar daqui a um tempo, rs…

Alguém tem experiências legais com aplicativos de relacionamento para compartilhar?! Quero saber! rs… E quem ainda tem dúvidas sobre usar ou não, eu só digo uma coisa: se joguem! :) Pode até dar um pouco de preguiça no começo, eu entendo, mas certamente pode valer a pena. 😉

Beijos,
Mandy

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jul 22, 2016 | Por Mandy em Destaques, Reflexão

O ~DRAMA~ DO FEED DE INSTAGRAM BONITO

Com a popularização do Snapchat, onde a gente posta trasheira mesmo e tá tudo bem – é pra isso mesmo – as fotos do Instagram ganharam uma curadoria maior. Nunca se viu tanto feed bonito por aí. Ou eu tô doida?! Mesmo com uma certa saturação do aplicativo, as pessoas têm se preocupado mais com a qualidade das fotos e com a identidade visual de seus feeds.

Eu mesma me pego vários minutos tratando uma foto. Tiro marca de copo d’água da mesa do restaurante, um arroz que ficou fora do lugar no prato, coloco mais detalhe em algo que está sem definição, deixo o céu mais azul ou tiro amassado de roupa,… São pequenos cuidados que, pra mim, fazem a maior diferença no resultado final. Mas é uma paranóia minha – coisas de designer que já trabalhou muito com tratamento de imagem pra catálogos de moda, rs.

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@lucianes | @flacavasotti

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@lubotto | @tudoorna

Acho maravilhoso olhar um feed super pensado e trabalhado como o da Fla Cavasotti ou o das meninas do Tudo Orna, mas nunca conseguiria ter esse rigor. Primeiro, porque isso limitaria muito meu conteúdo, que é mais de dicas do que lifestyle. Me sentiria refém. E segundo porque não teria paciência de pensar na logística de que roupa usar, que cor combinar para não brigar com a foto que for ficar do lado, tirar uma foto hoje pra postar depois quando a cor X entrar, trocar a cor da parede no photoshop, entre outras coisas. Mas é claro que admiro muito o trabalho delas e fico babando na identidade que elas criaram. Acho que é uma ótima forma de branding pessoal e posicionamento.

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VSCO Cam

O que faço é tentar criar alguns padrões, como usar sempre o mesmo filtro, tirar fotos de cima de produtos ou comida, fundo neutro sem muita informação, etc. E trato bastante as fotos no Facetune – ele não serve só pra emagrecer não, tá?! rs… Tento deixar a foto o mais clara possível, mas aí é meu gosto pessoal, né?! Mas não vou mentir que às vezes fico incomodada quando posto uma foto que não orna com as amiguinhas do lado. Até hoje me arrependo de ter colocado margem branca em uma foto que postei de um evento semana passada. Só consigo olhar pra aquilo quando vejo meu feed, rs… Mas ainda não cheguei na ‘neura’ de apagar a foto depois, apesar de dar muita vontade!

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Uma boa forma de tentar definir um padrão visual pro seu Instagram é pesquisar outros perfis legais. Já comecei a seguir muitas pessoas por simplesmente achar o feed maravilhoso. Passo horas fuxicando, pulando de perfil em perfil e descobrindo gente nova. E vários me dão vontade de mudar tudo no meu e começar um tema novo, rs… Cada hora quero um filtro diferente. Isso é uma tentação pra quem comprou quase todos os pacotes do VSCO CAM! 😂

No Pinterest (sempre ele!) é possível descobrir o caminho das pedras para conseguir chegar em efeitos bacanas e no próprio Instagram existem perfis que dão as coordenadas, como o @filters.vsco.

Toda essa preocupação é, na verdade, a forma como a gente faz a curadoria das nossas memórias posteriores, vivendo o presente ao mesmo tempo. Falei sobre isso num texto antigo sobre a ‘Geração Instagram’.

> Vale também ler esse post do Fashionismo com algumas dicas! <

Mais alguém compartilha dessa ‘neura’?! rs… E qual seu ‘feed crush’ do momento?!

Beijos,
Mandy

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jul 07, 2016 | Por Mandy em Destaques, Música, Reflexão

O QUE NÓS REALMENTE QUEREMOS E O PRIMEIRO CONTATO COM O FEMINISMO

Se você tem Facebook, a probabilidade de não ter visto este vídeo abaixo é muito pequena. Acho que foi uma das publicações mais compartilhadas na minha timeline nos últimos meses – e com razão!

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A campanha, que reivindica a igualdade de gênero, é uma iniciativa do projeto “The Global Goals” da ONU, que está ligado ao Global Citizen – já falei aqui. A ideia é pressionar os governantes a cumprir um acordo assinado em 2015 e que promete acabar com a pobreza, a mudança climática e as desigualdades sociais colocando meninas e mulheres como prioridade.

O clipe é feito por um grupo multicultural de mulheres da Nigéria, Canadá, Índia e Reino Unido e ainda faz a seguinte pergunta: “O que você realmente quer?”. A ideia é usar a hashtag #WhatIReallyReallyWant – fazendo referência ao refrão da música – para que mulheres compartilhem fotos nas redes sociais. As fotos serão transmitidas para os representantes de diversos países na ONU em Setembro, quando acontece o festival Global Citizen, em NY.

E aí que, ao escutar essa música hoje, eu percebo que o meu primeiro contato com o feminismo foi com as Spice Girls, lá nos meus 10 anos de idade (!!!). E é bem provável que tenha sido o seu também! Acho que nunca tinha parado para pensar em quantas mensagens legais elas transmitiam para garotas de todo o mundo.

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Girl Power. Ouvimos esse termo tantas vezes com elas, né?! Era o lema do quinteto. Na época sabia que era algo poderoso, mas não tinha ideia sobre sua grandiosidade e o que significava de fato. Mas, de alguma forma, essa força foi muito importante, mesmo que inconscientemente, para as meninas que escutavam suas músicas na adolescência.

Mesmo com todas as tretas que rolam nos bastidores do mundo da música, a imagem da sororidade e empatia entre elas estava sempre presente. Elas incentivavam a importância de ter amigas por perto e de apoiarmos umas às outras. Elas empoderaram muitas meninas. Incentivaram a quebrar estereótipos e mostraram que cada uma de nós pode ser e fazer o que quiser.

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Cinco meninas e cinco estilos diferentes. As Spice mais uma vez mostrando que ninguém precisa ser igual a ninguém ou seguir algum padrão. Ok que isso fazia parte do marketing da banda, mas não é o máximo mostrar, lá nos anos 90, que não existe problema nenhum em ser mais esportiva e gostar de futebol?! Ou usar roupas curtas, ser mais espivitada e não ser julgada por isso?! Ou então ser mais tímida e não querer estar o tempo todo sorrindo?!

Enfim, fico feliz que “Wannabe” tenha sido resgatada como hino feminista 20 anos depois pra falar de questões tão importantes e tão atuais. Será que rola uma reunion no Global Citizen em Setembro?! Não descartaria não, hein…

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Beijos,
Mandy

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jun 13, 2016 | Por Mandy em Reflexão

‘WE ARE ORLANDO’ E POR QUE NÃO PODEMOS NOS CALAR ❤️ 💛 💙 💜

Chega a ser inacreditável esse tipo de notícia em pleno 2016. 53 pessoas mortas por simplesmente serem quem são: homossexuais. Até quando?!

Precisamos acabar com o discurso homofóbico. Precisamos reprimir quem perpetua ideias de Bolsonaro, Feliciano, Ana Paula Valadão, Patricia Abravanel, entre tantos outros. E, infelizmente, isso não é difícil de se encontrar.

Ainda existe aquele conhecido (a), vizinho (a) ou tio (a) que vai surgir com frases do tipo: “ah, não sou contra casal gay, mas beijar em público é demais, né?”“mostrar na novela não precisa! o que vou falar para o meu filho?!”, “que frescura, é mania de perseguição” ou mandar uma piadinha “inofensiva” em grupo de Whatsapp. Esse tipo de discurso não é inofensivo. Esse tipo de discurso alimenta ações como a que aconteceu no último domingo em Orlando (não foi o primeiro e não será o último). Esse tipo de discurso mata.

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No Brasil, a homofobia mata uma pessoa a cada 28h e nós não podemos nos calar. Afinal, a homossexualidade existe e não é uma opinião – não cabe a ninguém concordar ou não. Homossexuais, transsexuais e tantas outras minorias de gênero e orientação sexual só querem amar as pessoas que elas escolheram para amar, então quem é que vai achar que tem o direito de invadir seu espaço e achar o que é certo ou errado?! Isso é surreal. 

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instagram @ofelipeguga

A gente precisa mais do que #PrayForOrlando, a gente precisa de mais amor, empatia e respeito pelo próximo. 💕

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Em 5, 4, 3, 2, 1…

Beijos,
Mandy

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maio 26, 2016 | Por Mandy em Reflexão

UM DIA DIFÍCIL PARA FALAR DE SHAMPOO

Este não é o post que eu esperava escrever hoje. Afinal, aqui é um espaço para falar de coisas leves e gerar alguma distração para nossos dias atribulados. Infelizmente, às vezes as circunstâncias me obrigam a mudar o tom da conversa e trazer para cá uma reflexão sobre alguns episódios, como o ocorrido lamentável de ontem: uma menina foi estuprada (e gravada) por nada menos do que 30 homens. Se é que dá para chamar de homem um animal, uma besta dessas. Isso não aconteceu na Índia, num país extremista… Isso aconteceu a poucos quilômetros de mim, aqui no Rio.

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Tudo foi devidamente registrado pelos covardes e divulgado na internet. A menina de 16 anos estaria sendo “punida” por uma traição. Não tenho nem palavras para manifestar o tamanho do repúdio, da revolta, da ojeriza. Tampouco sei o que fazer para reparar o que foi feito a esta moça, se é que existe algo que possa ajudá-la… Não consigo sequer abrir os escassos links de matérias que falam sobre o caso. Aliás, como uma barbárie dessas acontece sem comoção da mídia? Queria entender.

Mas se esse ocorrido desprezível “serve” de alguma coisa é para enterrar de vez o argumento que o estuprador não é nada além de um caso isolado, de uma pessoa doente ou louca. Quando trinta – TRINTA – homens decidem cometer este crime bárbaro, como este argumento se sustenta? Quando de 1, 2, 3… 30 seres tecnicamente humanos, nenhum resolveu parar e impedir o que estava acontecendo, o que explica este episódio repulsivo? Abriram as portas do hospício?

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Este é nada além de um dos resultados mais vis da cultura do estupro e do machismo tão presentes na nossa sociedade. Bastou alguém sugerir, que não um, mas trinta caras acharam uma boa idéia. Vocês acham que este número é compatível com a estatística? Trinta psicopatas que se conheciam e andavam juntos? Nenhum com o bom senso e a saúde mental para dizer “não”?

Não eram psicopatas. Não eram doentes. Eram 30 homens “de família”, homem “de verdade”, cabra macho… Homens como eu e vocês podemos conhecer, fomentados pela ira de uma suposta traição, pela sede de violência, pela misoginia. Qualquer humano não faria isso com outro humano. Mas faltou humanidade e também a empatia de enxergar a mulher como um igual. Isso sem contar a hipocrisia… Seriam dentre esses trinta animais, todos leais e fiéis também? Para eles não faz diferença. Mulheres e homens não vivem sob as mesmas leis.

estupro

Está difícil arrumar forças neste feriado para debater este assunto, mas o meu ponto é apenas este: não foi e não é doença, é a nossa cultura. Violência contra a mulher, subjugação da mulher, a cultura do estupro e até a pedofilia (já falou “novinha” hoje?) são parte da nossa cultura cotidiana. O feminismo não é mimimi. É uma revolução mais do que necessária e até tardia. Falta igualdade, falta justiça, falta empatia. Quantos homens citaram este caso no feed de vocês? Na minha foram zero. Zero amigos apareceram no meu facebook indignados com o crime, mesmo com o meu feed lotado de postagens sobre isso. São apenas mulheres… Um caso desta dimensão não merece uma revolta coletiva?

Não dá para falar de shampoo hoje.

Beijos,
Gabi

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abr 20, 2016 | Por Mandy em Reflexão

COMO SE TORNAR BELA, RECATADA E DO LAR

Com os novos valores da vida moderna a gente esquece o que realmente é importante para ser uma mulher adequada. Precisamos resgatar os valores de antigamente, digo, alguns séculos atrás. Afinal, o que pode ser mais relevante para uma mulher do que ser bela, recatada e do lar? Nesta ordem. Assim podemos atingir o ápice da feminilidade e da adequação.

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Afinal, é disso que os homens gostam, não é? E o que seria de nós sem um exemplar masculino dentro de casa? Acho que nos ajuda muito ter alguns referenciais para seguir – ou não seguir. Por isso, selecionei algumas mulheres (da ficção, porque eu adoro) que são modelos do que não fazer, para nos orientarmos neste sentido:

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Danaerys Targaryen: Devia ter ficado em casa cuidando da louça do marido (de luva, para não estragar as unhas, porque ele não gosta) mas fica por aí se exibindo montada em dragão e libertando escravos. Onde já se viu?

yang

Christina Yang: Essa vai morrer sozinha. Passa o dia abrindo o peito das pessoas e salvando vidas. Nunca pisou num salão. Que desnecessária.

claire

Claire Underwood: Posa de recatada e do lar, mas nos bastidores está bolando um plano para dominar o mundo. Tudo errado.

hermione

Hermione Granger: Nunca pisou num salão para ajeitar esse cabelo arrepiado. Está mais preocupada em zombar da estupidez alheia. Só porque é muito inteligente? Ora…

gloria

Gloria Prichett: Essa é do lar e belíssima. Mas cadê o recato?

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Olivia Pope: Não há ninguém melhor do que ela no que faz, mas focou a vida na carreira e ainda se envolveu com um homem que não pode casar. Aí para quê serve, né?

lynette

Lynette Scavo: Ora bela, ora do lar, mas nunca recatada.

peggy

Peggy Olson: Largou a procura por um marido para correr atrás da carreira. Para quê?

virginia

Virginia Johnson: Paga as contas analisando e falando sobre sexo. Não vai muito longe, não é mesmo?

amy

Amy Farrah Fowler: Inteligente demais… Tinha que se fazer de tonta de vez em quando. Neurociência não rende um bom marido.

É importante notar que essas mulheres tão capazes, decididas e realizadas não devem ser modelo para ninguém. Mais vale ficar bem na foto… Dentro de casa, claro, independentemente do que você almeja para si. Afinal, todas queremos que nossos maridos sejam homens de sorte, não é mesmo?

Entenderam? rs

Beijos,
Gabi

mar 31, 2016 | Por Mandy em Reflexão

PARECE QUE O JOGO VIROU, NÃO É MESMO?

Eu estava numa dúvida enorme se faria post sobre este episódio aqui, mas acabei não resistindo. Ontem à noite uma amiga compartilhou uma publicação de um rapaz que se queixava de assédio dentro do banheiro masculino. Aparentemente, segundo o próprio, alguns homens têm circulado por lá para ficar observando o órgão sexual alheio. Eis o depoimento:

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Eu estava dividida porque, tirando as ameaças e o vocabulário, a queixa dele é, de certa forma, legítima. No entanto, o tal autor, ao proferir “minha r*la, minhas regras“, um paralelo com o lema “meu corpo, minhas regras“, acabou abrindo uma porta para a zombaria feminina. Eis que as mulheres (e até alguns homens) nos comentários transformaram o episódio numa manifestação feminista – e numa postagem hilária. Preparem-se, as respostas são pérolas:

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As pessoas aproveitaram a oportunidade para despejar comentários tipicamente machistas sobre o assédio. Desculpem algumas palavras mais carregadas, mas quis preservar os originais. Eu queria incluir mais prints, mas não tem tanto espaço aqui, rs. Sem contar que tem muita gente marcando os amigos na publicação e os comentários estão em ordem cronológica, o que atrapalha o filtro. Quem quiser se deleitar com mais tiradas, é só ler a publicação original. Mas esse post é mais do que uma zoeira maravilhosa. Se trata de uma das melhores desconstruções do machismo que a internet já produziu – e com todo mérito cômico.

A inversão de papéis deixa clara o quão absurda pode ser a reação das pessoas num caso de assédio, desde que o assediado seja uma mulher, claro. Diante deste exemplo, a lógica estapafúrdia de quem questiona uma vítima e a responsabiliza, vira pó. Esse é mais um exemplo de como a união feminina (tema do meu post de dia da mulher há alguns dias) pode mudar o status quo do mundo à nossa volta. Vamos nos juntar, interromper este ciclo de competição e produzir reações tão sensacionais quanto as dessa publicação.

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Juntas!

Beijos,
Gabi

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mar 08, 2016 | Por Mandy em Destaques, Reflexão

FELIZ DIA DA MULHER

O dia da mulher deste ano há de ser o mais especial em muito tempo. Desde que me conheço por gente, nunca vi uma comoção tão grande e uma conscientização tão forte. Eu diria que todos os dias são nossos há um bom tempo. Está bonito de ver como estamos mais cientes daquilo que nos cerca e combatendo as injustiças, como pudermos, a cada dia. É trabalho de formiguinha, mas acredito que estamos mudando as coisas.

sororidade

Existe um item em especial que podemos mudar dentro de nós mesmas, que é muito simples, mas muito difícil. Se a gente conseguisse parar de competir entre si, poderíamos transformar o mundo com ainda mais força. Precisamos nos dar as mãos. Reverter aquilo que aprendemos desde cedo: somos rivais. Poucas coisas foram entranhadas com tanta profundidade quanto esse conceito de que a outra mulher é uma ameaça. Eu mesma luto diariamente para largar desta ideia…

irmas
Não existe piranha. Piranha é um peixe ou um prendedor de cabelos. Se a gente usa este termo, presume que uma mulher que exerce sua liberdade sexual está errada. Não existe vagabunda. Vagabunda é qualquer coisa de má qualidade. Nem vadia. A menos que a gente se refira à recusa de trabalhar. E isso vale até no caso da moça que eventualmente tentar seduzir seu namorado (ela pode ser babaca, mau-caráter… não piranha). E vamos lembrar que a fidelidade reside nele. Não temos inimigas, talvez inimizades, mas não inimigas. Essa glorificação da inveja é uma inversão de valores. Inveja da Gisele? Natural, rs. Mas essa é inofensiva. Me refiro à essa mania recente de vivermos em função das tais inimigas. Já notaram que o substantivo é feminino? Depois vieram as Falsianes e suas variantes. Esse eu reconheço que amo, ainda assim acho um pouco nocivo, rs.

serena blair

Se tem uma coisa que podemos aprender com os homens é esse senso de irmandade. Precisamos tentar ter mais empatia com nossas similares. Vamos nos proteger. Torcer uma pela outra. Nos defender. E ter paciência e tolerância com aquelas que ainda não chegaram no tal patamar “ideal” de conscientização. Precisamos lembrar que estamos todas no mesmo barco e que é um processo. Vamos nos ajudar mais e nos julgar menos. Separadas somos “minoria“. Juntas somos a maioria. É difícil (para mim é muito) mas, praticando, a gente chega lá.

friends

Quem sabe com essa mudança de dentro para fora não conseguimos reduzir com mais eficácia as estatísticas alarmantes que envolvem ser mulher? Sei que esta data não é exatamente sobre uma comemoração mas, de qualquer forma, acho que já temos um bocado do que nos orgulhar… Feliz dia da mulher!

cheers

Beijos,
Gabi

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fev 01, 2016 | Por Mandy em Reflexão

ESTE NÃO É UM POST SOBRE O BBB

Eu não estou assistindo ao Big Brother Brasil, mas uma história do programa acabou chegando até mim pela internet e chamou a minha atenção: um suposto pedófilo estaria assediando mulheres dentro da casa do BBB. Acho meio surreal que um pedófilo (ou efebófilo como ele se declara) tenha acesso a um programa desta dimensão, com tantos recursos para filtrar candidatos, mas isso não vem ao caso. A verdade é que, por mais que as evidências estejam surgindo a torto e à direita pela web, só o Ministério Público pode acusar o tal senhor.

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O curioso é que, mesmo sem acesso às informações que andam circulando aqui fora, uma das participantes soltou em alto em bom som: “pedófilo“. Talvez ela tenha informantes ou seja médium… Mas o mais provável é que o próprio comportamento dele a tenha levado a esta conclusão. Talvez tenha sido porque ele aparentemente disse que tem namoradas de 16 e 17 anos, o que muitos considerariam algo normal, mesmo para um senhor de 53 anos. Disse também que gosta mesmo é das “novinhas“, que segundo o próprio, têm a partir de 17 anos. E daí, né?

facepalm

Mas o maior problema, e esse é o meu ponto, é que isso apenas contribui com outras coisas acontecendo dentro da casa. O que levou a participante a ter um acesso de indignação ao vê-lo de cueca na cama ao lado da sua, não foi a semi-nudez. Esta foi apenas a gota d’água. Este senhor está distribuindo olhares indiscretos e declarações inapropriadas há dias, ao ponto dos demais homens da casa pedirem “parcimônia”. Os alvos, no caso, são esta mulher e uma outra menina de 19 anos. Some o que foi dito por ele a suas atitudes e coloque-se no lugar destas mulheres.

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Esse post não é sobre o BBB, não é sobre quem é bacana, não é sobre paredão… É sobre assédio, por mais socialmente aceito que ele possa ser. Uma mulher está confinada com um homem que a fica encarando, que diz coisas inconvenientes, que faz gestos obscenos (!) e não pode reagir? Podem parecer elementos pequenos, mas foi o suficiente para ela sentir repulsa e receio. E acho que só quem é mulher vai reconhecer esta sensação tão familiar. Diante disso, ela partiu para o ataque, o que foi incompreendido pelos os demais – e boa parte do público.

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Muitos tentam desqualificar a queixa, alegando que a participante em questão já se declarou machista… Ou que sua atitude seria diferente se fosse um dos jovens bonitões de cueca… Ou dizendo que quem entrou no BBB não pode reclamar de olhares (a mulher de saia curta também está pedindo para ser apalpada nesta lógica?)… Ou dizendo que ela é patricinha (?). A verdade é que não importa quem ela é. Se ela é boa, má, generosa, egoísta, mimada ou babaca. É irrelevante. O que temos que compreender aqui é que a cueca, em si, não era nada. Um conjunto de sinais de perigo – aqueles que aprendemos, na marra, a ler ao longo da vida – a deixou com medo. Sentiu-se ameaçada e reagiu, apenas para ser taxada de louca e ser mandada para a eliminação.

e dai

Agora estão ela e seu assediador no “Paredão”. Eu torço muito para que ele saia e estou votando também. Do contrário, seria uma validação muito grande para um comportamento que precisa ser repreendido. Precisa deixar de ser algo “normal”. Temos que ouvir os apelos daquelas que se sentem ameaçadas. Temos que parar de chamar indignação e medo de “histeria“. Temos que parar de julgar o mensageiro e escutar a mensagem. Se isso fosse diferente, talvez o Ministério Público não tivesse tantos relatos para investigar…

Quem diria que uma confusão de Big Brother poderia ser um reflexo tão fiel do nosso mundo aqui fora?

Beijos,
Gabi

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jan 28, 2016 | Por Mandy em Reflexão

A EVOLUÇÃO DA BARBIE

“Luuuz na passarela, que lá vem ela…”. Repaginada, com 3 novos tipos de corpo, 7 cores de pele, 22 de olho, 14 formatos de rosto, 30 cores de cabelo e 24 penteados! Parece que o jogo está virando, não é mesmo?! Sim, estou falando da notícia do dia: a Evolução da Barbie.

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Depois de 57 anos com o mesmo modelo magro, de proporções irreais, a Mattel percebeu que era hora de mudar. Na verdade, esse projeto era super secreto e demorou 2 anos para se concretizar. Sim, sempre existiram Barbies de diferentes etnias e que representassem profissões, mas todas sempre dentro de um ~padrão~ inalcançável de beleza. Padrão esse que mexia com a cabeça de muitas meninas que cresceram achando que aquele era o único tipo de beleza existente no mundo.

Era de se imaginar que as vendas da boneca cairiam nos últimos anos e que essa mudança seria necessária. A Mattel não perdeu tempo, mexeu na silhueta da Barbie e lançou modelos ‘tall’ (alta), ‘petite’ (pequena) e ‘curvy’ (com curvas). Já dava pra notar que algumas mudanças estavam por vir. Lembram do comercial de mensagem feminista e, pela primeira vez, um garoto em um comercial da marca? <3barbie-corpo-reflexao-padrao-beleza-evolucao-boneca

As novas bonecas já estão à venda no site gringo e estarão disponíveis no Brasil a partir de Março por R$89,99! Fiquei até com vontade de comprar uma petit pra mim! rs…

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Isso é uma evolução e tanto! As coisas estão mudando e é graças ao questionamento que todas nós estamos fazendo. Não é besteira, não é em vão e não é mimimi. Representatividade é a questão do momento e já era hora das marcas começarem a se mexer. Não tem mais como fugir da diversidade, do feminismo e da quebra de estereótipos e dos padrões de beleza.

E é só o começo! <3 Obrigada, Mattel!

Beijos,
Mandy

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dez 15, 2015 | Por Mandy em Reflexão

CUIDADO COM O FEMINISMO

Cuidado com o feminismo. Aliás, cuidado com toda e qualquer forma de conscientização. Não tem volta, sabia? Se você começar a prestar atenção o suficiente para perceber todas as injustiças do nosso cotidiano, sua vida nunca mais será a mesma. Olha que perigo!

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Se você despertar para este universo, não tem mais como passar batido por certas coisas que costumava ver sem maldade e até rir. Piada de loira? Esquece… Nunca mais você vai rir disso. Do momento em que você se der conta do quanto é degradante, nunca mais vai gargalhar. Piada racista? Assim que tiver uma prévia de como é a realidade dos negros, nunca mais vai ver graça, nem no mais inocente trocadilho. Pelo contrário, vai se contorcer quando escutar uma. Vídeos do whatsapp? Só se for de bichos ou bebês. O resto dificilmente vai te provocar uma risadinha sequer.

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Outro grande risco que você corre: seu primeiro reflexo como pessoa conscientizada vai ser dar um toque nas pessoas à sua volta de que o que elas estão falando não é bacana. Aí você vai se tornar “a chata“. Invariavelmente. Imagina, toda vez que alguém na roda fizer uma piada de mau gosto ou um comentário malicioso, todos vão te olhar já esperando a sua reprovação. E você vai reprovar, mesmo calada… Acredite. Como eu falei, não tem volta, não tem como desligar. Você não vai esquecer o que sabe. E a “errada” vai ser você. Quem aponta essas coisas é inconveniente. Promover a mudança não agrada ninguém… E daí que a gente quer apenas tornar o mundo um pouco melhor, né? Mais vale o meme viral homofóbico, que é muito engraçado (mas não para você).

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Assim que você perceber o quanto o mundo é cruel justamente com os que são alvos de piadas, nunca mais vai rir de nada disso. No minuto em que você se der conta de que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, nunca mais vai tolerar que alguém chame uma mulher de “piranha” na sua frente. É porque você vai entender rapidinho o que liga um fato ao outro. Assédios que você presenciar vão se tornar cápsulas de ira que você vai engolir a seco. Talvez seja melhor nem se envolver com esse tipo de elucidação…

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E fica um alerta: tornar-se consciente a respeito de um movimento é “porta de entrada” para que você enxergue diversas outras formas de preconceito com outros olhos. Se você perceber um, vai acabar se sensibilizando com todos. Imagina sentir tudo isso? Estado de alerta permanente com tanta injustiça rolando solta?  Tudo isso e ainda ser taxado, pejorativamente, de politicamente correto, como se qualquer coisa com o sufixo “correto” fosse ruim. Melhor nem abrir essa caixa de Pandora!

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Fuja enquanto é tempo cara leitora. Esse tipo de conhecimento não vai tornar sua vida mais fácil. Fácil mesmo é ser ignorante. Mas se você me perguntar, a verdade é que eu jamais voltaria atrás. Por nada. É difícil, mas cada pequena vitória faz valer a pena.

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Beijos cheios de ironia,
Gabi

dez 08, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series, Starving recomenda

6 MOTIVOS PARA ASSISTIR JESSICA JONES AGORA!

Queria ter feito esse post há muitos dias, mas tive que me ausentar por motivos de saúde (fiquei alguns dias hospitalizada, mas já está tudo bem!) e uma das primeiras coisas que fiz chegando em casa foi finalmente terminar de assistir Jessica Jones. Faltavam só 2 episódios e a ansiedade era grande! rs…

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Bom, já tinha ouvido algumas pessoas falarem da série da Marvel + Netflix e resolvi começar a assistir. Não imaginava que fosse gostar tanto! Depois disso, era Jessica pra cá, Jessica pra lá… Todo mundo falando do seriado. Se você ainda não assistiu, aqui vão 6 motivos para começar agora:

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1 – Não é mais uma série sobre super-heróis. Jessica Jones é uma série sobre abuso e a cultura do estupro. Jessica é uma detetive particular que tem superpoderes (adquiriu uma força sobre-humana depois de um acidente), mas eles são coadjuvantes na trama. Vemos Jessica lutando (e muito!), mas para superar o estresse pós-traumático que Kilgrave, vilão da história, causou em sua vida. Ele comandava sua mente e a obrigava a satisfazer todos os seus desejos, desde participar de crimes até desejos sexuais (leia-se: estupro!). A relação era tão doentia que Jessica tem dificuldades em distinguir o que ela fez por vontade própria ou a mando de Kilgrave.

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Kilgrave não é só o malvado da história, ele é uma metáfora de muitos homens que manipulam, abusam, ameaçam, chantageiam e estupram mulheres por aí. E sabemos que não são poucos, infelizmente… Ter uma série que aborda temas como esses é importantíssimo.

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2 – Jessica não é uma heroína comum. Ela é complexa e sem clichês. Jessica bebe (bastante!), não usa uniforma de heroína (e sim jeans e camiseta), não é simpática, não é fofa, tem dificuldades para se relacionar com as pessoas e não está nem aí para o que os outros pensam. É cheia de nuances. É forte, é independente.

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3 – As mulheres dominam a série. Como se não bastasse a protagonista ser uma mulher, Jessica está rodeada delas. As personagens são bem desenvolvidas, fortes, independentes e bem sucedidas. Trish, sua amiga-irmã, foge completamente do estereótipo linda, loira e frágil. Hogarth é uma advogada gay poderosíssima e outras mulheres, igualmente fortes, completam o catálogo da trama. Nenhuma faz papel de vítima indefesa, pelo contrário. Todas estão no comando de suas vidas sem precisar de homens para defendê-las. A série tem ótimas referências ao empoderamento feminino e não se baseia em estereótipos de gênero.

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4 – Diversidade. Negros, gays, relação interracial,… Além da representatividade, tão importante em filme, séries e programas em geral, a trama fica muito mais interessante e rica. Resumo, todo mundo sai ganhando.

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5 – Amizade entre mulheres. Adoro a relação da Trish com a Jessica. Mostra que amizade genuína entre mulheres é possível sim. Para mim, é um dos pontos altos da série.

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6 – A Krysten Ritter é demais. Não acompanhei muitos papéis dela, mas sinto que foi uma excelente escolha para interpretar Jessica Jones. Além de ser uma ótima atriz, Krysten conseguiu trazer um tom sarcástico perfeito para a personagem.

Jessica Jones não é apenas uma série feminista. É baseada no HQ, claro, mas foi escrita por uma mulher, tem estrutura narrativa feminina e personagens femininas fortíssimas que resolvem seus problemas sem os meios masculinos que já estamos tão acostumadas a ver em outras séries e filmes.

A boa notícia é que essa é apenas a segunda série da Marvel com o Netflix. Depois de Demolidor e Jessica Jones, Luke Cage também ganhará uma montagem só sua e ainda haverá um crossover de todos eles em uma série inédita, ainda sem data, mas que vai acontecer! :)

Quem aí também assistiu e adorou?! 🙋

Beijos,
Mandy

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nov 26, 2015 | Por Mandy em Reflexão

#MEUAMIGOSECRETO É O MELHOR CAMINHO?

Gostaria de abrir este post com um comentário muito frívolo: é “amigo oculto” e não “secreto”. Ufa! Agora que tiramos isso do caminho, podemos dar sequência… Você provavelmente já se deparou nas suas redes sociais com alguma publicação da campanha #MeuAmigoSecreto, onde pessoas denunciam o machismo de pessoas próximas, sem citar nomes.

Geralmente, as melhores denúncias envolvem algum grau de hipocrisia por parte do denunciado. Como a de pessoas que publicamente defendem a igualdade entre sexos mas em casa não praticam o que pregam. Se não em casa, talvez no trabalho, numa reunião coletiva. Ou ainda pessoas que usam dois pesos e duas medidas para julgar os outros. Enfim… Você certamente já pensou em alguém do seu convívio dentro de alguma dessas descrições. A verdade é que de hipócritas, o mundo está cheio. Machistas ou não.

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Pessoalmente, estou adorando acompanhar o desenrolar desta hashtag, sobretudo quando denuncia um comportamento como os acima, em que a atitude da pessoa cai em contradição com o que ela fala. Claro que esse tipo de ação sempre tem mérito, nem que seja para mensurar a incidência deste tipo de acontecimento. Mas será que isso está ajudando? Essa enxurrada de indiretas vai fazer as pessoas refletirem mesmo?

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Cara, que nojo.

Se você lesse uma indireta dessas para você, te faria mudar de comportamento ou apenas ter raiva da pessoa que escreveu e eventualmente te expôs assim? Não quero atrapalhar o movimento, mas talvez seja importante questionar os meios. Sei que às vezes a gente fica frustrado ao presenciar tantas injustiças e incoerências. É bom poder desabafar sobre os absurdos que presenciamos além de muito válido colocar o assunto em pauta por si só. No entanto, vou ter que insistir: é eficaz?

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Já que é para falar sobre amigos, porque não conversamos com eles sobre suas decisões e atitudes? Diante de uma manifestação de machismo por parte de um amigo ou amiga não é melhor tentar elucidar pessoalmente? Eu entendo que não dá para fazer isso com qualquer um. Mas ainda assim, esclarecer que seja uma pessoa de cada vez, não é mais eficiente do que mandar alfinetadas públicas?

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Parede de uma escolinha

Solidarizo muito com os denunciantes e não nego que estou adorando ler cada depoimento, correndo o risco de cair eu mesma em contradição. Me choquei com muita coisa. Ainda assim, não tenho certeza de que este é o caminho. Posso estar enganada… A verdade é que não há uma linha guia para os depoimentos compartilhados. Vi algumas denúncias muito necessárias, como no caso da #MeuPrimeiroAssédio. Mas as alfinetadas, apesar de extremamente pertinentes e verdadeiras, talvez não honrem o poder de transformação da #MeuAmigoSecreto.

Quanto aos meus amigos, estão cansados de me ouvir repreendê-los, rs. Tampouco sei se é a melhor coisa a fazer, mas espero ter plantado ao menos uma sementinha em cada um.

O que acham?

Beijos,
Gabi

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nov 13, 2015 | Por Mandy em Música, Reflexão

KEEP ON SURVIVING

Não acompanho muito a carreira da Clarice Falcão, mas não deu pra ela passar despercebida hoje com esse clipe tão lindo. Ela regravou uma versão bem gostosa de ouvir de “Survivor”, das Destiny’s Child. Mas não foi só isso. Ainda chamou várias mulheres, das mais variadas idades e raças, para se juntar à ela nesse clipe super feminista. Dá o play pra ver que bacana.

E o mais legal? Todo o lucro arrecadado no iTunes vai ser revertido para a ONG Think Olga, que luta pelos direitos das mulheres. Aproveitando o assunto, vamos relembrar outras músicas feministas?!

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Bom final de semana! :)

Beijos,
Mandy

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nov 09, 2015 | Por Mandy em Reflexão

EMMA E MALALA <3

Neta semana Emma Watson foi convidada para entrevistar a única pessoa que eu idolatro neste mundo: Malala Yousafzai. Para quem não conhece, Malala é uma paquistanesa de apenas 18 anos, mas que já realizou mais do que muita gente na vida inteira. Com tão pouca idade, já ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Aliás, é a mais jovem dentre os premiados até hoje.

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Com apenas 11 anos, Malala foi a autora de um blog para a BBC em que relatava a vida sob o controle do Talibã. Ela buscava educação para meninas, que estavam sendo impedidas de frequentar a escola. Por conta disso, sofreu um atentado dentro do próprio ônibus escolar. Felizmente, sobreviveu, mas seu nome parou na lista negra dos radicais, o que a impede de retornar ao seu país. Hoje, mora na Inglaterra e luta ao redor do mundo por sua causa, com um discurso sereno e pacífico, o que a levou a ganhar o Nobel.

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Por si só, assistir a Malala falando já é uma oportunidade. Agora, imagine uma entrevista feita por Emma Watson? Lembram do seu discurso do “HeForShe“? Foi esse discurso que fez Malala definir-se como feminista. O vídeo é meio longo, mas vale a pena! Apertem o play:

Into Film Festival opening Q&AToday I met Malala. She was giving, utterly graceful, compelling and intelligent. That might sound obvious but I was struck by this even more in person. There are lots of NGOs out there in the world doing great things… But if there were one I would put my money on to succeed and make change on this planet, it would be hers. (The Malala Fund). Malala isn’t messing around or mincing her words (one of the many reasons I love her). She has the strength of her convictions coupled with the kind of determination I rarely encounter… And it doesn’t seem to have been diminished by the success she has already had. And lastly…She has a sense of peace around her. I leave this for last because it is perhaps the most important. Maybe as a result of what she has been through? I personally think it is just who she is…

Perhaps the most moving moment of today for me was when Malala addressed the issue of feminism. To give you some background, I had initially planned to ask Malala whether or not she was a feminist but then researched to see whether she had used this word to describe herself. Having seen that she hadn’t, I decided to take the question out before the day of our interview. To my utter shock Malala put the question back into one of her own answers and identified herself. Maybe feminist isn’t the easiest word to use… But she did it ANYWAY. You can probably see in the interview how I felt about this. She also gave me time at the end of the Q&A to speak about some of my own work, which she most certainly didn’t need to do, I was there to interview her. I think this gesture is so emblematic of what Malala and I went on to discuss. I’ve spoken before on what a controversial word feminism is currently. More recently, I am learning what a factionalized movement it is too. We are all moving towards the same goal. Let’s not make it scary to say you’re a feminist. I want to make it a welcoming and inclusive movement. Let’s join our hands and move together so we can make real change. Malala and I are pretty serious about it but we need you.

With love, Emma x

#HeNamedMeMalala #notjustamovieamovement Malala Fund Into Film

Posted by Emma Watson on Quarta, 4 de novembro de 2015

Essas mulheres dão tanta vontade de fazer mais pelo mundo… A entrevista foi feita por conta do lançamento do filme que relata a história de Malala. Mal posso esperar para o lançamento no Brasil.

Gostaram?!

Beijos,
Gabi

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out 26, 2015 | Por Mandy em Reflexão

O ENEM E O SINAL DOS TEMPOS

Quem diria que a pior semana para ser mulher no Brasil ainda teria alguma salvação? Depois da aprovação do projeto de lei 5069 (que dificulta o atendimento às mulheres grávidas vítimas de estupro e que de quebra ainda quer embairrerar a venda da pílula do dia seguinte, entre outros absurdos) e a apologia pública à pedofilia – ou seja lá como dar nome às barbaridades que foram ditas sobre a Valentina, a participante do Master Chef mirim, de apenas 12 anos – já tinha desistido. Mas nem tudo estava perdido… E a esperança veio de onde menos se esperava: o ENEM.

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Acordei tarde sempre ontem, e quando peguei no celular a internet já tinha explodido com o tema da sua redação: “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira“. Ênfase e palmas para o “persistência”, que já coibiu alguém de negar a sua existência. Como se não bastasse, ainda rolou uma questão sobre um trecho escrito por Simone de Beauvoir, escritora, filósofa e feminista francesa, também tratando a questão de gêneros.

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Por que todo mundo celebrou? Não é porque pudemos imaginar muita gente retrógrada tendo que engolir suas próprias palavras para não se prejudicar na prova. Isso é apenas a cereja no topo do sundae. O que isso trouxe de melhor é que, enfim, o assunto vai passar a ser objeto de estudo nas escolas, cursos, livros e afins daqui para frente. E convenhamos, qualquer um que ao menos leia sobre o tópico não consegue mais negar que há um problema… É uma vitória!

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Já imaginou todas as crianças aprendendo na escola que papai e mamãe têm os mesmo direitos, deveres e atribuições? Não sou de me meter em política por aqui (tenho apreço pela minha paciência), mas preciso comentar que, se tanto o Bolsonaro quanto o Feliciano ficaram contrariados, devemos estar no caminho certo, rs. Parabéns e meu obrigada aos professores e ao MEC.

Um beijo especial para todos os candidatos que tiraram de letra esta redação,
Gabi

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out 14, 2015 | Por Mandy em Reflexão, Series

POR MAIS SHONDA RHIMES!

Ontem comecei a assistir a segunda temporada de How to Get Away With Murder ainda pensando no belíssimo discurso da Viola Davis no Emmy. E esses dias li um compartilhamento no Facebook que me deixou pensando mais sobre a importância da série e sobre a importância da Shonda Rhimes no cenário atual da televisão.

Shonda chegou onde quase nenhum produtor e roteirista de série chegou até hoje. Ela é uma das forças mais poderosas e bem-sucedidas na televisão atualmente. Grey’s Anatomy, Scandal e How to Get Away with Murder são exibidas em sequência nos EUA toda quinta-feira no horário nobre.

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“O mundo inteiro é visto da perspectiva do homem branco. Se você é mulher, eles dirão que é uma comédia feminina. Se é uma comédia com latinos no elenco, é uma comédia latina. Normal é homem branco, e eu acho isso ridículo e chocante.”

shonda-rhimes-seriado-reflexaoShonda e suas protagonistas

Shonda é uma mulher negra, que escreve para protagonistas mulheres, em sua maioria negras também. Suas séries mostram mulheres bem-sucedidas, relações inter-raciais, personagens gays e muitos personagens negros (ainda mais se comparado às outras séries de TV). Tudo tratado de forma super natural, como deve ser. Sem estereótipos.

Aproveito pra compartilhar o tal texto do Facebook que me deu vontade de fazer esse post:

“Precisamos falar sobre: How to Get Away With Murder.

Como tem negro nessa série!!!! Negro policial, negra advogada, negra aluna, negro vendedor de loja, negro apresentador de telejornal. Tem tanto negro na série que até parece a vida real.

Como tem pegação gay nessa série! Tem beijo, tem carinho, tem sexo, tem diálogo! Tem drama, tem discussão, tem tanta pegação gay que até parece a vida real.

E a mulher ela pode muito nessa série. Ela pode ser advogada, ela pode seguir seus sonhos, ela pode ser uma escrota, ela pode ser boazinha demais, ela pode sofrer mesmo sendo forte.

Tem gay escroto, tem gay bonzinho tem negro escroto negro bonzinho tem mulher escrota mulher boazinha. Não tem gay estereotipado, não tem mulher estereotipada, não tem negro estereotipado, tem gente. Tem pessoas.

Shonda Rhimes – a produtora da série – coincidentemente é mulher e negra e talvez seja por isso que a gente precisa tanto de representatividade. Por mais Shonda Rhimes produzindo séries, campanhas publicitárias e escrevendo livros.

Sobre pessoas de verdade pra pessoas de verdade.”

Poxa, Marina Bonafé, queria ter escrito esse texto, rs… Mas como não conseguiria terminar o post com algo melhor do que a Marina escreveu, deixo esse discurso da própria Shonda, em um prêmio que ela ganhou no ano passado. Vale assistir todos os 8 minutos.

Por mais Shondas! <3

Beijos,
Mandy

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out 07, 2015 | Por Mandy em Beauté, Destaques, Reflexão

CABELO BOM

Não tem nem 10 dias que a Gabi falou sobre alisamento em cabelos de crianças e esta semana mais um absurdo apareceu nas redes sociais. Banda Fly, nem te conheço, mas já te desprezo pacas, ok?

Todo mundo viu a declaração horrorosa que um dos integrantes da banda deu sobre tranças na revista Atrevida, né?

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O que tem de errado na imagem acima?

1 :: O pensamento “trança salva ~cabelo ruim~”.

2 :: “Todos riem”.

3 :: Revista ainda fazendo matéria sobre o que os homens acham que as mulheres devem fazer ou não, sobre o que é bonito ou não.😒

Gente, quem lê Atrevida hoje em dia? Meninas de 11 a 15 anos? Que amam e vangloriam boybands e afins? Imaginem uma fã lendo essa 💩… Essa idade já é cruel. Bullying acontece por qualquer motivo banal, todos querem se “encaixar” em algum grupo e as meninas tendem a ser iguais (mesmo estilo de roupa, cabelo, etc.). De quebra, a possível paixãozinha platônica adolescente ainda diz que o cabelo dela não é ~bom~ o suficiente? Cê jura?! Menino, cabelo é cabelo. Não tem essa de cabelo bom ou cabelo ruim.

Não vou nem entrar no detalhe do pedido de desculpas bizarro dele. “Preconceito está nos olhos de quem vê” e racismo invertido não existem.

Bom, fulano da banda Fly, não vou ficar aqui dizendo o quanto você é idiota (meio que já fiz isso, mas ok), mas aqui vai uma dica que vi no Papel Pop: Sabe o Chris Rock?! Provavelmente você já viu alguma comédia dele no cinema. Então, um belo dia (sqn) a filha dele de 3 anos perguntou porque ela não tinha ~cabelo bom~. Ele, obviamente, ficou chocado e resolveu não só “investigar” mais sobre a origem do assunto, mas fazer um documentário maravilhoso chamado “Good Hair”.

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Tem pra assistir no Netflix e eu recomendo fortemente que você faça isso o quanto antes. Vi hoje de manhã e é realmente ótimo.

Beijos,
Mandy

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set 30, 2015 | Por Mandy em Beauté, Make, Reflexão

CAMPANHA M.A.C.NIFICENT ME!

Ano passado, através das redes sociais, a M.A.C. lançou um concurso para eleger os próximos 6 rostos que estampariam a campanha de Fall 2015 intitulada M.A.C.nificent Me, algo como “magnífico eu”, fazendo um trocadilho com o nome da marca.

Para participar, cada competidor precisou mandar um texto contando o que o tornava único e qual era o seu lema de vida. Treze países puderam participar e foram seis escolhidos entre homens e mulheres de várias nacionalidades.

Hoje, por acaso, apareceu na minha timeline do Facebook um anúncio da campanha, que não tinha visto pronta até então.

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaCelebrando o estilo, coração e alma de cada um. <3

A M.A.C., que sempre teve em seu DNA ser uma marca para todas as pessoas, independentemente de gênero, raça ou idade, trouxe os 6 fãs da marca (de lugares diferentes do mundo) para fotografar a campanha aqui em NY. No making of dá para ter uma ideia de como foi o processo:

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaJi Won, Coréia do Sul

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaBen, Australia

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaVanessa, EUA

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaLuzmaria, EUA – que é linda por fora também!

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaTrésor, Canadá

macnificent-me-colecao-mac-cosmetics-belezaSelena, Itália

No canal da marca no Youtube tem todos os vídeos, inclusive dos depoimentos individuais, mas o da Luzmaria e do Trésor foram os mais emocionantes, na minha opinião.

Além disso, no site oficial da campanha, tem milhares de mensagens enviadas por consumidores da M.A.C. do mundo todo, em diversas línguas. Dá para baixar em versão desktop e mobile, para usar como fundo de tela!

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Um boost de autoestima para qualquer um. Amei essa campanha e torço para que a gente veja cada vez mais esse tipo de iniciativa! Parabéns para a M.A.C. por não só celebrar todo tipo de beleza, mas colocá-las em campanhas mundiais, que certamente vão influenciar tantas pessoas.

Ah, quase esqueço de comentar… Tem uma coleção da makes também, rs… E makes bonitas. Mas pra não desviar o foco do post, vou deixar só esse preview aqui embaixo e quem quiser ver todos os produtos, pode clicar aqui. :)

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Ainda não consegui descobrir e nem recebemos informações sobre a chegada da coleção no Brasil, mas assim que souber atualizo o post! ;)

Gostaram?

Beijos,
Mandy

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set 24, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão

O BURACO DA SUA ALMA É FÁLICO?

2015 chegou, 2016 está na esquina, e hoje ainda há gente que acredita que a missão da mulher neste planeta é encontrar um homem. Que sem um homem, a mulher se torna o equivalente maléfico da bruxa Onilda: feia, azeda, infeliz, gorda e invejosa. E o mais surpreendente é que essas idéias são propagadas por nós mulheres.

o buraco da sua alma é falico ou isso é falta de pinto
Não, este post não é para dizer que você não precisa de um homem (quem sabe sobre isso é você). Este post nem é sobre eles. É sobre nós. Outro dia vi uma colega de profissão cometer uma atrocidade: após receber umas críticas de seguidoras, a blogueira replicou para todas que isso só podia ser “falta de pica pênis”.

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Infelizmente, a gente escuta esse tipo de absurdo a torto e à direita, não é exclusividade de uma só sem-noção. Não tenho dúvidas de que muita gente perde a educação em críticas de internet, mas isso dá espaço para uma resposta como essa? É pertinente insinuar que a pessoa é infeliz porque está “faltando um macho“? Talvez isso fale mais sobre quem diz esse tipo de coisa.

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Riri <3

Eu tenho um namorado. Mas se não fosse o caso, seria menos feliz, realizada e sofreria de inveja crônica? Ou o tão proferido “recalque“? Acho que não… E a mulher resolve sua vida toda quando encontra o marido? Algumas diriam que os problemas até aumentam, rs. Desmerecer o que uma mulher diz  porque precisa de um pênis é quase o mesmo que dizer que sua opinião só é válida se ela tem uma vida sexual plena (com um homem, que fique claro). Percebem o absurdo quando invertemos o raciocínio?

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Sem contar que acredito que um relacionamento possa tornar uma pessoa melhor, na mesma proporção em que pode torná-la pior. E eu coloco aqui como “relacionamento” porque tem uma cilada: muito pênis e você se torna uma “piranha”. Então não existe dizer que a pessoa precisa de “p*ca” porque ela foi grosseira (ah, a ironia!). Se a mulher foi babaca é porque ela quis ser babaca. E se ela apenas te desagradou e você responde com esse argumento, quem é a babaca?

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Mais Riri, menos lelés.

Beijos,
Gabi

ago 15, 2015 | Por Mandy em Beauté, Cabelos, Make, Reflexão

AS MELHORES PROPAGANDAS DOS ÚLTIMOS MESES!

Convenhamos, as propagandas de TV nunca foram as mais democráticas. Aliás, sempre foram uma das culpadas por disseminar “padrões de beleza”. Já estamos cansadas de saber e de ver isso. A única marca que costumava ter uma abordagem um pouco mais próxima da realidade era a Dove.

Acontece que, tem se falado tanto sobre feminismo, empoderamento, racismo, etc., etc., que aos poucos as coisas vão mudando – assim espero. Marcas que não se adaptam, que não mudam a abordagem e o comportamento vão ficando para trás porque suas consumidoras vão parar de consumi-las pelo simples fato de não se identificarem e não concordarem com seus valores.

De uns meses pra cá alguns comerciais de marcas gigantes chamaram atenção e, provavelmente, já apareceram pelo menos uma vez na sua timeline de alguma rede social.

O Boticário tem arrasado nos comerciais, vide o último Dia dos Namorados, né?! Esse da Make B. está passando o tempo todo na TV. A nova base da marca, Color Adapt, vem em 12 cores que se adaptam a 50 tons de pele, todos tipicamente brasileiros. E eles apresentaram o novo produto celebrando as diferentes belezas do nosso país.

Esse comercial da Avon pro Dia dos Pais foi demais! Certeza de que muitas meninas se identificaram. Ótima sacada e não podia ser mais atual. #ValeuAvon

Gostei da desconstrução do papel do pai nessa campanha de Dia dos Pais da Johnson & Johnson. Além de dividir as tarefas, ainda aproxima as meninas de seus pais em um momento que seria tipicamente da mãe. E até porque, com as mais diferentes conjunturas familiares que temos hoje em dia, acho interessante ter uma abordagem diferente desse tema.

Eu AMEI a nova propaganda e a campanha da Garnier! A Lelezinha, do Dream Team do Passinho, arrasa muito. A campanha conta com ela e Lucy Ramos, outra deusa, que convidam meninas cacheadas para participarem do próximo clipe da marca. É a #BatalhaDoCachinho. Achei genial, rs. Para saber como participar, tem aqui. Ótima iniciativa pela valorização dos cabelos cacheados e crespos! Aliás, lembram desse post?!

UPDATE: Me lembrei dessa maravilhosa da Coca-Cola!! Coisa mais fofa!

Continuem, por favor! Tô adorando tudo isso. <3

Esqueci de alguma?

Beijos,
Mandy

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ago 13, 2015 | Por Mandy em Celebridades, Destaques, Reflexão

BEN AFFLECK X JENNIFER GARNER X A BABÁ :: DE QUEM É A CULPA?

Taí um caso que tá gerando um bafafá danado: o divórcio de Ben Affleck e Jennifer Garner. O escândalo é por conta do grau de sujeira do episódio. Ben teria tido um caso com a babá de seus filhos, cujo nome não vem ao caso (não sou eu que vou ajudar a promover esta moça). Levou para passear no jatinho do Tom Brady e tudo. Parece que a coisa até respingou no Tom e na Gisele. Tremei Brasil! Um pavor mesmo.

Ben Affleck Jennifer Garner Baba Quem tem culpa

Muita gente está se rebelando contra a babá, o que é habitual. Estamos acostumados a culpar a mulher. Pessoalmente, acho que está claro que esta moça não tem a melhor das intenções e que está adorando sua súbita “fama“. É nítido que sempre teve aspirações do tipo. Não é à toa que fica tirando onda no seu instagram com mensagens do naipe “this girl is on fire“, trecho da música da Alicia Keys, ou exibindo seu novo estilo de vida com orgulho. Difícil julgar, mais difícil ainda não julgar, rs. Desculpa mundo, sou humana.

ben jen casal

Já eu sou partidária de que a culpa é do adúltero(a) sempre – apesar de não gostar dessa expressão, “culpa”. Quem traiu foi ele, certo? Quem quebrou os votos de confiança e fidelidade foi Ben Affleck, não? Ele é o maior responsável. Apesar disso, não julgo uma pessoa casada se apaixonar por outra. É trágico, mas acontece. Ninguém está imune. Só poderia ter sido mais honesto e transparente, né amigo? O que eu julgo mesmo é ele ter caído de amores por essa babá(ca), sobretudo tendo uma mulher como Jennifer Garner em casa. Não saberia dizer como era a vida conjugal, mas quem acompanha a história do casal deve ter lido algumas vezes sobre o suporte que ela deu durante suas maiores crises de dependência do álcool e do jogo (#tabloides). Não vejo o que ele viu nessa outra moça… Cara, que decepção. Já não bastava o Batman?

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Mas vou parar um minuto e questionar minhas próprias convicções. Será que esta babá não compartilha a tal culpa também? Eu sei que nossa cultura tende a nos colocar umas contra as outras, a competir, a nos julgarmos mutuamente. Busco sempre me conscientizar quanto à isso. Seria sim muito injusto chamar a babá de salafrária, como se o Ben Affleck fosse uma vítima irracional e incapaz. Tem muita gente convenientemente esquecendo a participação dele em tudo isso. No entanto, neste caso, será que a quebra de confiança não foi de ambas as partes? Você contrata uma pessoa, bota ela dentro da sua casa, cuidando e participando do dia-a-dia de sua família… Isso não estabelece um vínculo também? É no mínimo anti-ético e ingrato.

jennifeer garner

Acredito que podemos exercitar a crítica em nossos posicionamentos de ambos os lados da moeda. Não vale vilanizar a babá sozinha e também não vale isentá-la na tentativa de combater injustiças de gênero, porque acho que este é um caso delicado. O pivô não foi uma pessoa aleatória da boate, mas alguém do convívio do casal, da casa, das crianças.

jennifer garner elektra

Se vocês me permitem ser bem irracional e pouco imparcial, queria mesmo é que Ben acabasse sozinho, a babá no anonimato (certeza que seria seu pior pesadelo) e que Jen encontrasse um amor que soubesse o valor que ela tem. Um homem como o Matt Damon seria “dois coelhos” (ai que vingativa!). Vai ficar para outra vida, já que ele é casado e feliz assim…

Voltando à racionalidade, espero que Jennifer tenha força e que seus filhos sejam poupados desse escândalo.

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Quem perdeu nessa história?

O que acham?!

Beijos,
Gabi

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jul 17, 2015 | Por Mandy em Beauté, Make, Reflexão

CONTORNO DE PALHAÇO, O QUE É?!

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Você se deparou com essa imagem acima pelas redes sociais essa semana?! Ficou sem entender muito bem o que era? Então, isso se chama “clown contour”, ou “contorno de palhaço”. Mas não se trata exatamente de uma tendência de beleza, apesar de dar certo no final, rs…

A blogueira e maquiadora BellaDeLune foi quem começou isso tudo há alguns dias. Assim como várias outras meninas que compartilhavam suas makes com a hashtag #ThePowerOfMakeUp (o poder da maquiagem), Bella recebia diversos comentários criticando o uso excessivo de produtos. Muitos ainda a comparavam com uma palhaça. Daí surgiu a ideia dela em transformar seu contorno habitual em um desenho, quase uma caracterização, como uma crítica divertida aos comentários negativos que ela vinha recebendo. Se você reparar, tem até um emoji de 💩 desenhado na lateral da testa dela, rs. A ideia foi esfumar e desaparecer com todas as besteiras (para não dizer outra coisa, rs) que ela lê nesses comentários.

Não demorou muito para que outras meninas adotassem a ideia.

A mexicana Alo foi além e escreveu, no rosto, palavras que costuma receber nos comentários de suas fotos. “Pare de fazer isso”, “palhaça”, “burra”, “feia”, “tosca”, só para citar algumas.

Vale lembrar que a maquiagem, assim como as roupas que vestimos, são uma forma de expressarmos a nossa personalidade – além de ser bem divertido, vai… Há quem goste de pesar mais a mão, há quem prefira uma coisa um pouco mais leve (🙋) e há quem não goste de usar maquiagem nenhuma, simples assim. E não tem nada de errado com nenhuma dessas categorias. Mas parece que não importa qual seja a situação, vamos ser sempre criticadas.

“Nossa, ela usa muita maquiagem, então deve ser feia” ou “Você poderia usar um pouco mais de make, né? Ia ficar mais bonita”. Não tem por onde escapar, é um horror. 😩 O que me fez lembrar na hora desse vídeo recente que outra blogueira de beleza fez.

Achei muito bom (caiu até uma lagriminha 😥). Como algumas pessoas podem ser tão cruéis?! Sério, não entendo de onde surgem esses seres humanos. Onde eles moram, o que fazem e porque tiram minutos de suas vidas para vomitar agressões em cima de outras pessoas. É triste. Mas fico feliz com a coragem de Em Ford de trazer esse tópico e de se expôr dessa forma. Mostra exatamente as expectativas irreais que a sociedade estabelece em cima das mulheres.

Pelo menos a gente pode fazer a nossa parte. Vamos praticar a empatia? Vamos respeitar o gosto alheio? Vamos nos sentir bem da forma que quisermos?

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Então tá, combinado! ;)

Beijos,
Mandy

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jun 23, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series

QUEM É RUBY ROSE?!

Uma beleza lindíssima, quase uma mistura de Angelina Jolie com Leonardo DiCaprio. Ruby Rose é australiana, DJ, ex-VJ da MTV, modelo, cantora e agora a mais nova detenta da turma de Orange is the New Black. Amo a série e já tiveram alguns posts aqui no blog sobre ela. Estava doida pelo lançamento da terceira temporada e nem tinha chegado nos episódios que Ruby aparecia quando já tinha lido tudo sobre ela na internet, rs.

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Não vai rolar spoiler, fiquem tranquilos, rs. Vou falar apenas da Ruby Rose mesmo.

Ruby é gay, se assumiu com 12 anos e sofreu muito preconceito no colégio. Chegou até a parar no hospital por agressão aos 16. Hoje, Ruby não mede esforços para defender o direito de ser como quiser e se considera “gender fluid”, ou seja, gênero fluido.

“Fluidez de gênero não é como se eu estivesse numa extremidade ou outra. Na maior parte do tempo eu não me identifico com nenhum gênero. Eu não sou um homem, muitas vezes não me sinto como uma mulher, mesmo tendo nascido uma. Então estou em algum lugar no meio, onde – na minha imaginação – é como se eu tivesse o melhor de ambos os sexos. Tenho muitas características que estariam presentes em um homem, mas aí no outro dia me dá vontade de usar uma saia”.

Ruby vai se casar em breve com a estilista Phoebe Dahl e juntas elas acabaram de lançar uma marca de roupas de gênero neutro, a The Scallywags.

Ano passado Ruby escreveu, produziu e atuou em um curta metragem que fala exatamente sobre isso. Provavelmente você deve ter visto algum compartilhamento desse vídeo nesses últimos dias.


ótimo dedo do meio para para as normas de gênero tradicionais

Ruby linda e maravilhosa quebrando rótulos e desconstruindo a feminilidade. Imagino que muitas meninas, gays ou não, tenham se identificado com esse vídeo. A imposição de estar bonita o tempo inteiro, maquiada, de salto, com o cabelo ~impecável~ é uma questão que atinge todas as mulheres. Nada contra gostar disso tudo (veja bem, gostar, e não se obrigar). Eu mesma adoro me arrumar às vezes, escrevo um blog que também fala de estilo e beleza, mas nem por isso faço a unha toda semana (às vezes nem uma vez por mês, rs), uso salto sempre (só em algumas ocasiões) ou só saio de babyliss. E por trabalhar com isso algumas pessoas esperam que eu ande emperequetada 24/7.

É claro que esse meu exemplo é pequeno comparado com a relação de várias outras pessoas com esse vídeo, mas acho que todos podem se identificar de alguma forma. Ainda bem que existem Rubys e Caitlyns para não só mostrar para o mundo que cada um deve ser da forma como quiser, como se sentir melhor, mas também para dar força para quem ainda sofre preso dentro de algum ~padrão~ social.

Todos amam Ruby!
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Fato é que Ruby virou a girl crush do momento e mesmo pessoas que não namorariam mulheres estão, de alguma forma, se sentindo atraídas por ela. Mas não é por menos, né?! Além da beleza irrefutável, Ruby tem um “quê” a mais, uma confiança e uma atitude que chamam a atenção de todo mundo.
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Li em algum lugar que essa androginia que a Ruby tem desafia ideias convencionais sobre identidade de gênero. Quando alguns personagens são tão lindos quanto Ruby, despertam aspectos femininos e masculinos que permitem que os espectadores imaginem seus próprios desejos de uma forma mais fluida.
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Obrigada Ruby, por fazer a sua parte e expôr o quão complexa é a sexualidade.

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Beijos,
Mandy

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jun 21, 2015 | Por Mandy em Reflexão

O INVERNO CHEGOU. QUANDO ACABA O VERÃO?

O termomêtros já estão encostando nos 20 graus aqui no Rio, o que já configura um frio danado se você é carioca da gema. O que em Londres seria verão, aqui já é digno de cachecol. Relatividades à parte, a partir de hoje é inverno no Brasil, certo? Se bobear já nevou no Sul… E eu te pergunto: quando acaba o Verão?

verao-itaipava-propaganda quando acaba

Eu amo televisão. Tem até uma tag aqui chamada TV da Gabi. Não é à toa. E eu gosto das propagandas também. Algumas menos do que outras. Sendo bem específica, o comercial da Itaipava vem arruinando os intervalos há meses. Não é apenas ruim… É chata pra car%^&# caramba. Supondo que fosse uma grande sacada publicitária, lá em janeiro, hoje, em junho, já teria se tornado um pesadelo. Não tem mais nada para absorver dessa fonte. Eu cheguei ao ponto de mudar de canal para não ter que ver mais uma vez aqueles marmanjos babões a um passo da morte cerebral recitando o bordão repetitivamente durante 30 segundos. É Verão pra lá, é Verão para cá… Quando a piada fica velha?

Clique se tiver coragem ou ainda não tiver decorado. 

Aline Riscado, está de parabéns, o corpo (e rosto!) é um espetáculo, digno de admiração mesmo. Não sei mais nada sobre ela, então não tenho nada a acrescentar sobre isso. Meu problema é mesmo com a campanha. Até porque, a gente sabe que poderia ser qualquer outra mulher escultural. O casting não foi pela personalidade. A mulher ali não passa de um corpo. Belíssimo corpo rodopiante, igual a um frango de padaria na rotisserie. Aliás, acredito que se os cães pudessem falar, talvez eles também dissessem “vai frango… vem frango” para as aves no espeto também. O que me leva a questionar não só a já abordadíssima objetificação da mulher, mas também a visão que o anunciante tem do seu consumidor. Será que quem compra Itaipava é tão boçal assim? O pior é que agência responsável por esta campanha é a mesma que desenvolveu diversas ações que eu adoro, inclusive para a própria Itaipava… Triste.

homens itaipava verao propaganda

=

tico e teco

Há algumas semanas a “família tradicional brasileira” (ou pelo menos é assim que eles se autodenominam) saiu correndo para denunciar ao Conar a campanha do O Boticário de dia dos namorados onde casais do mesmo sexo se abraçavam e trocavam presentes. Afinal, seus filhos pequenos podem acabar assistindo a essas “imagens tóxicas” e é melhor tirar a propaganda do ar. Enquanto isso, há meses vemos uma pessoa semi-nua desfilando para cima e para baixo na areia sendo tratada como um pedaço de carne suculento por seres desprovidos de massa cinzenta, que ensinam às crianças que podem secar e assediar à vontade a garçonete. Por que isso não incomoda a “família tradicional brasileira”?

Aposto que esse cara ia adorar a propaganda do Verão.

Na ocasião da propaganda de O Boticário, o Conar aceitou a denúncia. Num primeiro momento eu pensei: “oi?”. Depois eu soube que faz parte do processo e que isso não significa uma condenação por parte do Conselho, mas sim que haverá uma apuração. Ao descobrir que era assim, tão fácil, fui lá e fiz minha denúncia contra a campanha do Verão da Itaipava. Se você também quiser é rapidíssimo… É só preencher um mini formulário (meia página) no site do Conar. ;)

propaganda itaipava verao ml volume garrafa lata silicone

Esta aberração já foi removida de circulação pelo Conar. Não só esta, como outra com os dizeres “20% casa. 30% comida. 50% roupa lavada.”. Felizmente, fui poupada de cruzar com tamanha bizarrice. 

Por fim, ontem eu vi pela primeira vez a propaganda do Arraiá da Itaipava, numa outra abordagem, mais ou menos. Espero que seja uma ruptura definitiva com a campanha anterior. Pelo menos a gente não tem mais que escutar o tal “vai Verão…”. De qualquer forma, gostaria que houvesse uma proposta nova por parte de quem desenvolve essas peças e que a “família tradicional brasileira” começasse a rever seus conceitos sobre o que realmente prejudica as crianças. Tartaruga já vendeu muita cerveja na minha adolescência… Não precisamos ficar nessa fórmula.

O que acham?

Beijos,
Gabi

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jun 15, 2015 | Por Mandy em Estilo, Looks, Reflexão

A MENINA MAIS LINDA DO BAILE!

Uma menina de 18 anos que mora em New Jersey deu o que falar na semana passada. O motivo: ela desenhou o vestido de formatura mais bonito que você já viu nos últimos tempos. Eu amei a história e como Kyemah McEntyre transformou o bullying que sofreu durante a adolescência em uma mensagem linda, tanto na essência, quanto no visual.

Em resposta ao preconceito racial que sofreu no colégio, Kyemah apareceu na prom, o famoso baile de formatura dos EUA, com um vestido inspirado na cultura afro e desenhado por ela mesma. Genial e maravilhoso! Olha só que coisa mais linda (ela e o vestido!):

vestido-afro-design-moda-prom-Kyemah-McEntyre-euaUma visão!

“Temos que entender quem somos, porque, se deixarmos esse espaço aberto, colocamos nossa identidade nas mãos da sociedade”.

Achei tudo perfeito! O modelo, a estampa, o cabelo, o colar, o acessório na cabeça. Não tinha como não ser maravilhoso e Kaymah ainda levou o título de rainha do baile! 💕

Rainha!! 👑 👑 👑

“Não deixe ninguém te definir. Coisas bonitas acontecem quando você tem orgulho de si mesmo.” 👏

Kaymah acabou de se formar no colégio e no próximo semestre vai começar faculdade na Parsons, onde fiz a minha pós! Não consegui achar o curso que ela fará, mas acredito que seja ligado à artes plásticas mesmo. Aliás, os quadros dela são lindos e estão à venda no Etsy!

Bom, mas voltando ao vestido – que é, de fato, divino – com ele Kaymah decidiu motivar e conscientizar outras meninas negras sobre suas heranças africanas e deixou uma linda mensagem de empoderamento para elas.

Fiquei tão vidrada nesse vestido (e na história toda) que aproveitei e fiz uma busca de modelos em tecido Ankara!

vestido-afro-design-moda-prom-Kyemah-McEntyre-eua-ankaraUm mais lindo que o outro!

No próprio Etsy é possível encontrar alguns vendedores. Não achei tanta variedade de modelos longos (curtos tinham vários!), mas as opções estão lá, nem que sirvam de inspiração! ;)

vestido-afro-design-moda-prom-Kyemah-McEntyre-eua-ankara-etsy-onde-comprar

1 | 2 | 3 | 4 (igual ao da Kaymah, povo não perde tempo mesmo! rs) | 5

Gostaram?

Beijos,
Mandy

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jun 03, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão

DESCULPA, HOMOSSEXUALIDADE NÃO É OPINIÃO

Não sei nem porque peço desculpas, talvez em sinal de paz ilusório, porque eu vim aqui comprar briga. Sim, esse post é sobre o vídeo de O Boticário… E não é. O Boti é um parceiro nosso de longa data e senti um orgulho imenso de ter visto esta propaganda de Dia dos Namorados na televisão:

Amor, nada mais e nada demais. Puro, simples e até discreto. Mas esse post não é sobre essa propaganda, é sobre mais uma reação infeliz da bancada do preconceito. Aparentemente, há uma comoção de um certo grupo que se declara religioso para desmoralizar o vídeo e marca. A ação da facção propõe boicote à marca, dislikes em peso no Youtube, queixas no Facebook e até no Reclame Aqui! Oi?

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As pessoas estão soltando a verborréia e se declarando contra o vídeo – que, vamos combinar, é totalmente inocente – alguns até com os argumentos mais estapafúrdios imagináveis. Grosso modo, a maioria é bem pragmática: diz que que não gostou mesmo e “não concorda com a homossexualidade. Eu queria entender como faz para discordar da homossexualidade. Como se discorda de um fato? Discordar disso seria o mesmo que discordar do Monte Everest. Você pode até desejar que não exista, mas a montanha está aí. Não é uma questão de ponto de vista.

you-think-homosexuality

OPINIÃO. Palavrinha perigosa. Vem sendo usada de escudo para dizer qualquer coisa, acompanhada da tal “liberdade de expressão”. Mas nem tudo nessa vida é questão de opinião, entende? Homossexualidade existe. Não é questão de opinião. Está provado pela ciência. Existe até no mundo animal, o que prova que não é cultural como pode parecer, através de influência da Globo ou da Lady Gaga ou de O Boticário. Lamento (?), mas se o seu o seu filho ou filha nasceu hétero ou gay, não há muito que a televisão possa fazer para mudar isso. Homossexualidade é biologia, como o gênero feminino e masculino, como  como o olho verde (apesar de não ter a mesma origem). Olho verde é uma minoria, mas eu não vejo ninguém discriminando pessoas de olhos verdes por aí. Aliás, existem muito mais gays no mundo do que pessoas de olho verde. Se você define o “normal” por amostragem, vale repensar.

Eu não estou qualificada para falar muito, mas esse cara está.

Você pode tentar me dizer que não gosta e pronto. Veja bem, eu não gosto de muitas coisas da natureza, como comer e engordar, por exemplo. Odeio mesmo. Ter que ficar indo fazer xixi eu também acho um inconveniente. Seria bem melhor se tudo evaporasse. Mas essas são coisas que me afetam diretamente, eu diria. Eu tenho que regular o chocolate, ficar levantando e tal… Agora, no que a homossexualidade alheia te afeta exatamente? Não vejo. Você não tem nem que levantar! Olhá só.

The Ginger Pride Walk In Edinburgh

Houve um período em que ruivos eram mortos por serem ruivos. Hoje rimos daquelas pessoas por acreditar em bobagens desse porte, enquanto babamos no cabelo da Marina. Cuidado, um dia todos vão rir de você (metade já ri agora).

Por fim, se a gente for entrar no argumento religioso, ninguém nomeou ninguém “porta-voz celeste” para falar em nome de Deus. [Papa Francisco, você por aqui?]. Só o cara lá de cima pode julgar. Pessoalmente, se Deus é como eu acredito, repreendido será um marido violento, um político corrupto, uma mãe ou pai cruel, quem maltrata animais, um estuprador, uma assassina, um explorador de criancinhas… E eventualmente até os hipócritas. ;) O Deus que eu creio não vai punir um homem ou mulher apenas por amar, sem fazer mal a ninguém.

Eu me estenderia mais, mas como não sou homossexual (tampouco pesquisadora, antropóloga ou teóloga), acho que estaria invadindo alguns territórios. Falo apenas como cidadã racional. Não tenho muita esperança de que vou persuadir alguém, mas a gente tem que tentar, né? Espero que em breve uma propaganda dessas seja algo banal

Até lá, recomendo esse post maravilhoso do Morri de Sunga Branca e esse do Sensacionalista.

Beijos,
Gabi

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jun 01, 2015 | Por Mandy em Celebridades, Destaques, Reflexão

CAITLYN JENNER :: QUE VOCÊ UM DIA CONHECEU COMO BRUCE

A menos que você estivesse sem luz ou conexão até agora, provavelmente já viu milhões de links e imagens sobre a “revelação” de Caitlyn Jenner, que um dia já foi Bruce Jenner Kardashian. Kim já sonhou em quebrar a internet, mas acho que seu ex-padrasto chegou mais perto, rs. Fato é que a sua mudança de sexo não é nenhuma novidade, desde a entrevista com Diane Sawyer, mas até a Vanity Fair revelar sua capa há poucas horas, ninguém sabia qual seria o seu novo nome ou seu visual como mulher… E que visual:

bruce jenner caitlyn jenner vanity fair transformacao capa revista body annie leibovitz foto

Esta é Caitlyn! Caitlyn Jenner, mais especificamente, fotografada por Annie Leibovitz. Com todo respeito, tá gata. Teve gente comparando com Cindy Crawford! Teve também gente fazendo piada da Kris Jenner dizendo que a ex saiu por cima. Maldade! [Mas eu ri… Abafa]. Apesar das piadas surgirem, o que é da natureza da internet, há também uma comoção coletiva com esse caso. Tudo que envolve Kardashians tem uma ambientação quase circense, o que leva a outra metade do mundo a questionar o motivo do auê… Mas, no caso da Caitlyn, há um senso de respeito muito bacana.

Claro que muitos ainda questionam a forma como as coisas são feitas, mas não vi (e acho que nem verei) ninguém levantando a bandeira de que a mudança de sexo é um golpe midiático. Teria que ser muito paranóico, rs. Fato é que Bruce já era uma figura que não se encaixava muito naquele cenário, só que ninguém imaginava o quanto. Apesar disso, todo mundo tem algum contato ou apego com a história da família e agora fica difícil não ter uma certa empatia (tá faltando tanta por aí, né?) com o que Caitlyn passou como Bruce.

bruce jenner caitlyn jenner fotos annie leibovitz vanity fair capa revista

Para quem não sabe, Bruce é um medalhista olímpico americano, que antes de casar com a mãe das Kardashians teve mais dois casamentos frustrados, ambos com filhos com quem ele não tinha tanto contato, até recentemente. Para esta entrevista à Vanity Fair, Bruce passou centenas de horas ao longo de três meses com o jornalista ganhador do Pulitzer Buzz Bissinger, e depois mais algum tempo como Caitlyn, após a cirurgia que a transformou neste mulherão. Dá para ter um insight bem profundo de como essa transformação era necessária. Quando ainda era Bruce, ela revelou que já esteve em premiações esportivas de terno e gravata, usando sutiã e meia-calça por dentro, sentindo-se vazia e pensando “essas pessoas não sabem quem eu sou”. Bruce vivia uma mentira todos os dias, o tempo inteiro. Caitlyn não precisa mentir.

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(essa alguém pirateou na web, desconfio)

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Tem gente que fica incomodada com o documentário que vai estrear no E! em breve e com a exposição que isso pode trazer. Francamente? Eu sou grata. Se dar a cara a tapa desta forma ajudar uma pessoa que seja, já cumpriu seu papel.

E antes que apareça alguém: sim, se o trangênero fosse o meu pai, eu daria o mesmo suporte.

O que acharam da capa? Adorei o nome! Já podemos chamar de Kate? É com “K”…

Beijos,
Gabi

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maio 31, 2015 | Por Mandy em Reflexão

MAD MAX, SEU LINDO!

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E eu não estou falando de Tom Hardy. Apesar de ter um crush no menino também… O que não vem ao caso! Fato é que eu já estava muito entusiasmada para ver Mad Max, algo me dizia que era um filme para mim. Não assisti, ou pelo menos não lembro, à franquia original, só sei que quando penso fico cantarolando we don’t need another heeeero! Viva Tina Turner! Meu desejo era ver logo na estreia, e consegui pegar na sexta da semana passada, com o consenso da agenda dos amigos. Fazia tempo que não saía tão acelerada de um filme! Sensação próxima (eu disse próxima, vamos com calma) do que eu senti ao ver O Cavaleiro das Trevas e Os Infiltrados, dadas as devidas proporções. É um blockbusterzão de ação, o que não me permitiria esperar muito, mas que foi aplaudido três vezes em Cannes, sendo o filme mais aplaudido desta edição da premiação, muito embora eu ainda não saiba como eles medem isso.

Fiquem tranquilos porque eu vou pelas beiradas e genericamente, sem dar spoilers para ninguém. Odeio spoiler e nunca faria isso sem um aviso em caps lock, rs. O filme já começa ligado no 220v e talvez por isso eu tenha saído da sala como o Sheldon depois do café. As cenas de ação são completamente fora do quadrado, coisa de Cirque du Soleil mesmo, e a execução é toda real! Pouquíssima computação. Tenho muito respeito por quem faz isso. Mas independentemente do grau de entretenimento da história ou das estripulias de ação, eu acho que já teria gostado do filme. Eis o motivo: é uma grande crítica social, na esfera do enredo e na esfera da produção mesmo.

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O cara da guitarra é algo especial. 

Mas como um blockbuster desses pode ser uma crítica social pertinente? No que diz respeito à história, atente para o pano de fundo: um cenário pós-apocalíptico, onde os recursos mais importantes foram quase esgotados em uma guerra pelo poder. O que restou é controlado por um imperador que construiu um mito em torno de si, confiscou as mulheres mais bonitas para procriar em cima delas (aliás, interpretadas por várias modelos que a gente ama) e ainda montou um exército de homens acéfalos (no sentido figurado, nesse filme é necessário fazer a distinção), doutrinados e descartáveis para lutar por eles. Parece familiar ou pelo menos uma realidade não tão distante?

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Boa noite. Tô indo pra Ipanema, por favor. 

E o que esse blog tem a ver com crítica de cinema ou crítica social? Calma que eu ainda não cheguei lá! A maior parte do rebuliço em torno do filme é por causa das mulheres. A gente sabe que o nome do filme é Mad Max, mas pra mim o nome do filme seria Furiosa, que é a personagem da Charlize Theron. Ela roubou totalmente a cena! Aliás, não só ela, como todas as mulheres nesse filme são maravilhosas. Enquanto quase todos os homens viraram objetos. Veja só que coisa! Não é à toa que tem Organização dos Direitos dos Homens (pra quê?) pedindo boicote ao filme. Ri alto! Vale dizer que meus amigos e meu namorado gostaram também e ninguém se ofendeu.

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E colírio não falta… rs.

O melhor é que a ficção está esbarrando na vida real. A história do filme rendeu algum buxixo sobre o assunto, naturalmente, e a imprensa não estava muito preparada para lidar com isso. Por sorte, Charlizinha e Tom estavam com as respostas na ponta da língua:

http://sorry-no-more-no-less.tumblr.com/post/118980052485

http://yrbff.tumblr.com/post/120035494044/tom-hardy-setting-the-standard-for-how-to-react-to

Resumindo: o filme é bom (em todos os âmbitos) e o filme merece o seu ingresso. Eu quero que ele fature milhões de dólares! Hahaha… Se faltar companhia, me chama que eu vejo de novo feliz da vida.

Beijos,
Gabi

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maio 20, 2015 | Por Mandy em Red Carpet, Reflexão

O SALTO OBRIGATÓRIO EM CANNES E O LOOK DOS MENINOS

Nos últimos dias o brilho de Cannes foi ofuscado por uma situação super chata em relação ao dresscode dos convidados: muitas pessoas foram barradas pelos seguranças pois não estavam usando salto alto. Teve até uma senhora com problemas nos pés, que não podia usar sapato de salto que foi barrada. Eu acho até compreensível que os organizadores do evento fiquem embasbacados pelo glamour e a beleza do tapete vermelho, mas não podemos esquecer que tudo aquilo está ali em nome do cinema, não é mesmo? Será que é tão importante assim o tipo de sapato que a pessoa está usando?

Isso me fez refletir e gerou uma autocrítica de que talvez eu mesma tenha sido negligente. Já mostrei uma parte dos looks das mulheres há alguns dias, mas nem parei para olhar para os meninos! Logo num lugar com uma exigência dessas, não é mesmo? Vamos ver o que os homens vestiram nesse red carpet tão criterioso?

CANNES, FRANCE - MAY 16:  Matthew McConaughey attends the "The Sea of Trees" photocall during the 68th annual Cannes Film Festival on May 16, 2015 in Cannes, France.  (Photo by Tony Barson/FilmMagic)

Matthew McCaunaghey escolheu um terno cinza bem despojado para o photocall e aproveitou para desabotoar os botões e trocar a gravata por um cachecol. Não sei se curti muito a sandália… Talvez se fosse num tom um pouco mais fechado e com uma meia pata menor, teria ficado mais elegante. Mas vou dar uma colher de chá, porque saltos podem ser muito desconfortáveis e esses centímetros na frente dão uma aliviada vital.

CANNES, FRANCE - MAY 15:  Lea Seydoux, Colin Farrell and Rachel Weisz attend "The Lobster" premiere during the 68th annual Cannes Film Festival on May 15, 2015 in Cannes, France.  (Photo by Tony Barson/FilmMagic)

Colin Farrell escolheu um tuxedo clássico, em preto e branco, com a gravata borboleta. Para dar uma quebrada na sobriedade, colocou um scarpin divertido, com estampa de flamingo. Achei interessante e que o detalhe preto coordenou direitinho. Ele tem personalidade para segurar, né? Sente a confiança nessa foto!

CANNES, FRANCE - MAY 17:  Jake Gyllenhaal attends the "Carol" premiere during the 68th annual Cannes Film Festival on May 17, 2015 in Cannes, France.  (Photo by Antonio de Moraes Barros Filho/FilmMagic,)

Jake Gyllenhaal também quis deixar todo o destaque para os pés e o fez com muita ênfase! Achei a sandália étnica um pouco demais para o tapete vermelho, mas pelo menos ficou em harmonia com o smoking clássico. A julgar pelos sapatos, nenhum dos fotógrafos ao fundo assistiu a nenhum filme…

Benício Del Toro escolheu um terno cinza para o photocall de dia. Gostei da gravata também cinza com a camisa branca, só achei a sandália preta muito pesada para esse look. E mais uma vez a meia pata ficou muito exagerada. Ainda assim, ele está com uma cara de sofrência danada…

CANNES, FRANCE - MAY 14:  Sean Penn and Charlize Theron attend the "Mad Max : Fury Road"  Premiere during the 68th annual Cannes Film Festival on May 14, 2015 in Cannes, France.  (Photo by Samir Hussein/WireImage)

Não sou muito fã de camisa preta para homens, mas acho que Sean Penn queria passar meio despercebido pelo tapete vermelho, afinal a noite era da namorada, Charlize. De qualquer forma, acho que não custava botar uma gravatinha e fechar o colarinho. Pelo menos ele caprichou na sandália. É um pouco passista de escola de samba, mas mal ou bem é uma pretinha de cetim. Pela foto, dá para ver que nenhum homem se arriscou a descumprir o dresscode, né?

Gostaram!?

Beijos ácidos,
Gabi
(eu amo meu Photoshop)

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maio 08, 2015 | Por Mandy em Reflexão, Series

LIÇÕES DE RUPAUL DRAG RACE!

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Não, não é! E, na minha opinião, é muito mais legal! rs… O reality que elege a melhor Drag Queen dos EUA tem makes dramáticas, cabelos mais dramáticos ainda, elas fazem as próprias roupas em tempo recorde, dão piruetas bizarras, tem momentos super divertidos e drama, muito drama!

Comecei a assistir RuPaul´s Drag Race há algumas semanas no Netflix e estou amando! Estou no início da terceira temporada, mas logo nos primeiros episódios já dá para perceber que a série tem um papel importantíssimo. Além de aprendermos muitas coisas sobre esse universo, de ter gente de tudo quanto é tipo (gordo, magro, alto, baixo, etc.), Ru e suas drags compartilham lições muito valiosas.

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“Se você não se ama, como vai conseguir amar outra pessoa?!”

1) Acho que essa é a principal mensagem do programa, né? Ao final de cada episódio a frase ainda vem acompanhada de “Can I get an amen up in here?!” e eu respondo “Amen“, que nem o “Boa noite” do Jornal Nacional, rs.

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“Eu sei que sou maravilhosa, você não precisa me dizer nada.”

2) Porque autoestima é tudo na vida!

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resumindo: “Eu sou ousada e não fdp!

3) Ser ousada e atrevida sim, mas nunca puxar o tapete da amiguinha ou ser mal educada com alguém. ;)

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“Pense fora da caixa!” Adoooro Pandora Boxx!! <3

4) Criatividade é a alma do negócio. Pra quê fazer igual a todo mundo?!

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5) Não ligue para críticas ou comentários maldosos e tente sempre ver o lado positivo das coisas. Tô com você, Raven! rs…

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“Não estrague tudo”

6) Faça sempre o melhor que puder!

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“Minha filosofia de aceitação é: f*****-se as outras pessoas.” – Raven <3

7) Não ligue para o que os outros pensam de você e nunca mude para agradar outras pessoas ou se encaixar em algum “molde”.

Tenho certeza que ainda tem muito mais coisa pela frente. E já me apeguei a várias. Minhas favoritas são: Nina Flowers, Ongina, Shannel, Raven, Pandora Boxx e Jujubee! Quais são a de vocês??

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Gostaram?

Beijos,
Mandy

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maio 01, 2015 | Por Mandy em Reflexão

REBEL WILSON, CAPAS DA ELLE E JU ROMANO! <3

Já estava há algum tempo para falar de Rebel Wilson e alguns fatos esta semana me fizeram adiantar logo este post. Quem não está ligando o nome à pessoa, Rebel é a Fat Amy, de Pitch Perfect. A atriz australiana já fez outros filmes e é conhecida por seu ótimo senso de humor e talento para a comédia. Acontece que, com a proximidade do lançamento de Pitch Perfect 2 (que eu estou aguardando ansiosamente!), é, no mínimo, muito animador que ela esteja ganhando mais atenção do que qualquer outra atriz do filme, incluindo Anna Kendrick, que eu amo e já fiz post recente, inclusive.

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#BeMoreRebel! O vestido preto é da Asos Curve!!

Rebel foi capa não só de uma Elle, mas duas! Esteve na Elle da Austrália em Abril e agora estampa a Elle de Maio no Reino Unido. Na entrevista do recheio da revista ela fala também sobre a dificuldade de uma mulher ser bem sucedida sendo atriz de comédia. “Você não está sendo muito bem paga e, além disso, você começa em desvantagem com o script. Normalmente, você não tem nenhuma piada legal e você está lá apenas para apoiar o ator masculino.” Quem não se lembra do discurso de Patricia Arquette no Oscar deste ano?!

Além disso, ela tem muita noção do quanto influencia várias meninas por aí com a sua autoestima. “Eu sou o tipo de garota com zero senso de moda, mas eu estou entrando nisso agora. Está se tornando importante para mim. Vejo muitas meninas começando a notar o que eu visto e eu sinto uma responsabilidade, porque não há muitas mulheres em Hollywood com minha idade e meu peso”. – É isso aí, Rebel!

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Rebel ainda ganhou o prêmio de Rising Star no Elle Awards deste ano! Acho que a Gabi podia fazer um post com os looks dela dando dicas de consultoria, o que acham?? :)

Bom, continuando a falar da Elle, impossível não mencionar a melhor capa dos últimos tempos:

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Love-se! <3 E olha a Rebel Wilson aí de novo…

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imagem da Ale Garattoni

A capa da edição de Maio, que vem a ser a do 27º aniversário da revista, está dando o que falar e comemora com você na capa. Isso porque ao invés de uma modelo, uma super produção ou fotógrafo renomado, a capa trás um papel com efeito de espelho. #VocêNaCapa: além da ideia de trazer a leitora como protagonista da história da revista, ainda celebra os mais diferentes tipos de beleza e personalidade.

E não para por aí. A versão digital conta com outras opções de capa nada convencionais – ainda bem. Outra versão que está dominando a internet é com a linda e querida Ju Romano, do Entre Topetes e Vinis.

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“Sempre esperei ansiosamente por esse momento, não achei que essa gorda seria eu, mas estou honrada, orgulhosa e feliz de estar viva para presenciar esse momento da mídia feminina brasileira. Veja, não é sobre a gordura em si, é sobre a LIBERDADE de tomar as próprias decisões sobre o nosso corpo, sobre esquecer a ideia irreal de “perfeição corporal”, sobre DIVERSIDADE – sendo gorda, magra, alta, baixa, etc.” – Trecho tirado do post maravilhoso que a Ju fez sobre a sua participação na capa.

Tudo isso me leva a crer que a revista está passando por uma mudança geral. Será? Ou é apenas coincidência que essas três capas tenham saído quase que juntas? De qualquer forma, aqui fica o nosso parabéns para a revista. Não só pelo aniversário, mas também por essa atitude maravilhosa!

To indo ali na banca garantir a minha!

Gostaram?

Beijos,
Mandy

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abr 14, 2015 | Por Mandy em Reflexão

A RECESSÃO TRANSFORMOU VENDEDORES EM PREDADORES?

Eu não sei como está o consumo aí nas cidades de vocês, mas no Rio a coisa não anda muito bem. Vi muitas lojas e marcas milenares fechando as portas em shoppings e bairros que eu frequentei a vida inteira. Muito triste…
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Bons tempos…
Pode ser coincidência, mas desde que as lojas começaram a ficar vazias eu notei que os vendedores assumiram um comportamento meio estranho, que não acontecia antes pelo menos pra mim: agora em toda loja que eu entro eu ganho uma sombra. Sabe aquela pessoa que fica colada em você? Você dá um passo, ela dá um passo?
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Outro dia, depois de passar pela mesma coisa em diversos estabelecimentos, apenas para fazer um teste, eu dei um passo pra trás, só para avaliar o quão perto estava uma vendedora/stalker. Ela quase deu uma cambalhota por conta do meu movimento inesperado. Num outro lugar num dia diferente, uma moça me viu andando em direção à porta de saída e foi me oferecendo tudo, só faltou oferecer a mãe, eu agradeci diversas vezes e continuei rumo à saída. Quando eu já estava com metade do corpo pra fora, num último suspiro, ela me ofereceu um catálogo! Achei a situação esdrúxula e constrangedora… Para ela! Não sei se isso faz parte do treinamento, mas fiquei me sentindo mal pela moça.
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E isso não é um caso isolado… É uma experiência que eu venho vivenciando há algum tempo, em marcas high e marcas low. E, francamente? É o tipo de coisa que me expele do lugar na velocidade do som, direto para uma loja de departamentos. Eu não sei se essa estratégia dá certo para outras clientes, talvez existam pessoas que gostem de ter alguém prestes a atender qualquer suspiro seu, mas pessoalmente eu prefiro de circular livremente e ter alguém disponível em caso de dúvida.
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Se são as marcas que estão pregando essa ostensividade, eu não sei, gostaria até de ouvir o lado das vendedoras que lêem o blog, para conhecer a outra versão. Só sei que se é mesmo uma consequência da crise, é mais um retrato bastante triste dela…
Fui só eu que notei isso? É um caso isolado ou uma consequência da crise mesmo? De qualquer forma, estou na torcida para que o comercio se recupere e que mais nenhuma marca feche as portas no Rio. <3
Beijos,
Gabi
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abr 01, 2015 | Por Mandy em Beauté, Cabelos, Destaques, Reflexão

8 MULHERES QUE NÃO SÃO NADA SEM SEUS CACHOS

Tá… O título é sensacionalista para causar impacto, rs. As moças seriam quase igualmente lindas de cabelo liso! O que eu quero dizer é que todas essas, na minha opinião (vale frisar a palavra opinião, antes que a patrulha da chatice caia em cima), perdem boa parte do seu borogodó sem seus cachos. Muita gente pode discordar mas, diante da ditadura do liso na era pós-80’s, tem muita mulher que perderia pontos se aderisse a esta regra:

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Ana Paula Arósio e uma moça muito bela que parece com ela ao lado. A escolhi para abrir este post porque, acreditem, ela foi minha musa capilar da pré-adolescência. Eu só comprava Elsève Hidramax e vivia amassando o cabelo para deixá-lo mais Arósio. Também queria pintar de preto, rs.

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Tais Araújo e sua irmã gêmea japonesa. Aquele velho caso de uma imagem vale mais do que mil palavras. Não precisa nem de enquete! Mas, mudando de assunto, que irmãs lindas! <3

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Annalynne McCord, a Naomi de 90210 new generation, e uma sósia de cabelo liso. Acho essa menina tão linda e exótica (nada de eufemismo para feia aqui. “Exótico” bom!). Sem os cachos ela é só linda.

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Difícil falar de Débora Nascimento porque pra mim é uma das mais deslumbrantes e perfeitas mulheres da televisão nacional. Só vou dizer que prefiro a foto da esquerda do que a desta aspirante da direita que nunca será.

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Emmy Rossum e uma outra moça de rosto angelical (com uma sobrancelha mais bonita, reconheço). Cabelo abençoado! Olha que cachos perfeitos… E brilhantes!

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Meg Ryan em Cidade dos Anjos e com uma versão curta do The Rachel. Interessante observar como até no cabelo curto os cachos levam vantagem no caso dela.

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Solange e uma outra pessoa que não sei quem é. Vamos reconhecer que a moça só decolou mesmo depois que parou com essa história de alisamento/apliques. O cabelo (com cachos ou crespo) é quase uma marca! Mais é mais.

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A única princesa da Disney com cabelo cacheado. Única! Nem Anne Hathaway, que começou com cachos no Diário da Princesa, foi poupada da chapinha da Disney. Eu entendo que talvez seja mais difícil de desenhar/animar (especulei aqui), mas vamos diversificar isso aí. Ps: Te amo Disney, apesar dessas coisas. Merida tem um dos cabelos mais belos e nas “fotos de grupo” das princesas, meus olhos vão direto para ela. Essa versão lisa que eu achei no Google não chega nem perto. Aliás, tem várias meninas que imitaram o dela na vida real e é um mais maravilhoso que o outro.

Esses são só exemplos de mulheres que acho mais bonitas com cabelo cacheado, apenas para ilustrar que essa imposição de “o liso é obrigatório” não tem nenhum fundamento. Tampouco estou dizendo que as pessoas têm que parar de alisar as madeixas se é assim que as preferem. Isso inclui as musas da lista acima. Cada um faz o que preferir. Aliás, conheço muitas meninas que alisam, que não combinam nada com seus cabelos outrora cacheados. Às vezes a natureza é conflitante, rs. Depende do conjunto da obra, da personalidade, do estilo… Será que eu ficaria bem de cachos?

Quem mais tem um exemplo assim?

Beijos,
Gabi

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mar 23, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão

3 TRUQUES PARA FAZER UM HOMEM FICAR CAIDINHO POR VOCÊ

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Acrobacias?

A internet é mesmo uma caixinha de surpresas e recentemente eu fiquei perplexa com a quantidade de textos que ensinam mulheres a “como se comportar” e sobretudo a como agradar um homem a ponto de fazê-lo te amar para sempre. Achava que isso tinha morrido com as revistas dos anos 90. Mas, aparentemente, ainda tem muita mulher que acha que existe receita para “prender um homem“. Porém, eu sei quais são os 3 segredos que você precisa saber quando recorre a um desses posts:

Dica #1: Não leia esses textos.

Dica #2: Releia dica número 1

Dica #3: Releia dica número 2.

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Pronto! Caidinho. ;)

Francamente, eu tenho muito medo de imaginar a quantidade de mulheres que busca auxílio em listas de regras escritas por pessoas que nem sabemos quem são. Li recomendações que mandavam a mulher ser sempre feminina, cheirosa, depilada, divertida (?) e não competir com o homem – leia-se, não deixe ele saber que ganha menos dinheiro. Eu juro que isso está escrito na web em pleno 2015. Que tipo de especialista chegou a essa conclusão? Foi um psicólogo, um antropólogo, um historiador, um comitê de homens ou de casais bem resolvidos? Quem é a pessoa qualificada para tal?

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Eu estou num relacionamento há 13 anos com a mesma pessoa. Nunca terminamos. Acho que temos um namoro maravilhoso! Mas nem por isso me sinto apta a distribuir as 5 leis do amor a torto e à direita para os demais casais que eu nem conheço. Sabe por quê? Porque não tem receita!

Acredito piamente que não existe um relacionamento igual ao outro e, por isso, não dá para generalizar com regrinhas genéricas na internet. Ainda mais porque a maioria destas sempre coloca a mulher numa posição terrível. Somos mulheres ou bonecas?

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Quer um conselho sobre seu relacionamento? Que tal conversar com seus amigos fiéis, que te conhecem como ninguém, com a sua irmã, com a sua mãe ou até a sua avó. Aposto que ela tem dicas muito mais preciosas (só filtra algumas coisas datadas, rs). Ou ainda melhor, conversar com o seu namorado/marido/peguete. Talvez funcione, talvez não, mas imagino ser uma tentativa melhor.

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O importante é não permitir que uma página de internet aleatória determine como seguir sua vida. Mudar suas roupas, sua personalidade, sua depilação porque um site prega um ideal inalcançável de mulher, na minha opinião, é sacrifício demais e eu duvido muito que dê resultados. Tem que ter bastante filtro para tirar algum proveito destas dicas… Pelo menos é o que eu acredito. Se você já mudou de vida amorosa por causa de um post de como prender um homem, manifeste-se! Mas eu imagino que você não exista, rs.

O que vocês acham?

Beijos,
Gabi

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mar 20, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series

O QUE APRENDEMOS COM GLEE

É hoje! :( O dia do último episódio de Glee, uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, chegou. Comecei a assistir desde o primeiro dia e acompanhei as 6 temporadas com muito afinco, mesmo depois da morte do Cory. Mais do que uma série de TV, Glee teve um papel importantíssimo e tocou em vários assuntos delicados de uma vez só, alguns quase não abordados em seriados. Isso tudo focando em um público bem jovem (até crianças assistem). Mais do que relembrar momentos desta série maravilhosa, vamos recapitular as mensagens positivas que ela passou durante esses 6 anos?!

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Aceitação. Prefiro esta palavra à “tolerância”. Tantos perfis diferentes e igualmente excluídos em um colégio, história que se repete em qualquer escola do mundo. Glee foi, em grande parte, uma forte campanha de aceitação e anti-bullying com uma trilha sonora maravilhosa celebrando a diversidade. Durante esses anos vi muitos jovens se identificando com a série, se aceitando, se empoderando e aceitando o outro. Isso é maravilhoso!

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Klaine, meu casal favorito da série! ♥

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Em um mundo onde ​ainda existe crimes inimagináveis e inaceitáveis gerado por intolerância, como o filho de um casal homossexual ser espancado e morrer alguns dias depois no hospital, onde gays são frequentemente vítimas de preconceito, violência e impedidos de ter os mesmos direitos de um casal do mesmo sexo, Glee ajuda a propagar a mensagem a favor do amor, de que todo casal é um casal e toda família é uma família, não importa se ela seja composta por 2 homens ou 2 mulheres (ou qualquer outra forma de composição – vide pais solteiros e mães solteiras ou outras). Enfim, a mensagem de que a própria noção de familia cabe aos membros da familia​ e não a uma imposição da sociedade em nenhuma forma​.

Fiquei um tanto chocada com alguns comentários que rolaram na foto em que a Gabi postou no Instagram elogiando a postura da nova novela da Globo, Babilônia, em retratar um lindo casal gay feminino da terceira idade. E não foi só lá que as indiginações apareceram não, infelizmente. Acompanhei outros perfis e vi diversas opiniões que considero absurdas. Muitas delas dizendo que já virou “apelação” mostrar casais gays na novela, que não seriam um “bom exemplo” para crianças ou comentários piores que não merecem serem reproduzidos aqui​. Gente, pára tudo! Isso é uma representação da realidade e um serviço em pról do entendimento e da aceitação​ ampla e irrestrita​. Casais homessexuais estão aí e devem ser retratados na novela com a mesma naturalidade que um casal hétero. Tomara que apareçam mais e mais! Felizmente a Globo e séries como Glee têm a capacidade de criar mais referenciais para um adolescente que está se entendendo (ou pais e familiares), gerando menos pessoas infelizes e até evitando suicídios.

Fico tão triste de ver que ainda temos um longo caminho pela frente. Pelo menos ontem saiu a notícia de que a Igreja Presbiteriana americana reconheceu formalmente a união de casais do mesmo sexo e que o Supremo Tribunal Federal do Brasil reconheceu pais homossexuais com filhos adotados como família! ♥ Aliás, vamos clicar aqui e votar “não”?! Não custa nada e é super rápido!

E aproveitando, reforço a resposta que a Gabi deu à uma menina que perguntou se nós somos gays por defendermos esses direitos que consideramos básicos​. Não somos, mas acreditamos fortemente que não precisamos, e nem devemos, nos engajar apenas em causas que nos representam diretamente. Vivemos em sociedade e lutamos pelo direito de felicidade de todos. ​Por um mundo menos egoísta e mais tolerante​.

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Transgêneros, um assunto pouquíssimo comentado teve não só um, como dois personagens em Glee. Unique (o melhor que o Glee Project levou para a série!) e Sheldon Beiste (que passou pela mudança de sexo durante a última temporada) mostraram, novamente, a importância de nos aceitarmos do jeito que somos.

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Casais inter-raciais. Um tema que parece mais superado, mas que ainda gera polêmica quando é retratado em uma novela foi abordado em dois casos na série. Incrível como em 2015 ainda exista preconceito com a relação afetiva entre brancos e negros. Nem o comercial mais fofo dos últimos tempos (lançado durante o Super Bowl de 2013) escapou de críticas racistas nos EUA, o que felizmente gerou uma reação positiva ainda maior em resposta. Então aqui vai mais um obrigada a Glee por reforçar a todos que assistiram à serie que o amor não tem cor, sexo, tamanho e que a identidade é algo de caráter individual.

E, por fim, um GIF que representa muito o que foi esta série para mim e tudo que eu espero desse último episódio. #Ansiosa

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“AAAAAAMAZING!”

Beijos,
Mandy

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