abr 26, 2017 | Por Mandy em Series

4 pontos positivos e 4 negativos de Girlboss, a nova série da Netflix

O último domingo estava em condições perfeitas de temperatura, pressão, pipoca e edredom para uma maratona de Netflix. Aproveitei para devorar Girlboss, que estreou no último dia 21, de uma vez só. Ao longo dos 13 episódios, vários pensamentos vieram na minha cabeça. Gostava de algumas coisas e outras me incomodavam. Acho que se essa série tivesse sido lançada 5 anos atrás, provavelmente eu teria adorado e não teria implicado com várias coisas.

Bom, vamos lá. Começando pelos negativos:

A veneração de pessoas idiotas: Eu li o livro e achei que a série pintou uma imagem mais negativa de Sophia. É claro que existem alguns exageros porque é uma interpretação livre para a TV mas, de qualquer forma, é sabido (e ela mesma conta no livro), que roubou diversas vezes e isso passa quase como uma coisa ‘normal’ na série. Do sanduíche da sua chefe ao tapete que estava exposto na calçada, Sophia é vista apenas como uma rebelde sem causa. Isso sem contar outras atitudes bem babacas da personagem, como não se importar com os outros, desrespeitar o trabalho alheio, passar por cima das pessoas e achar que ela pode fazer o que bem entender e f*da-se. E isso é visto como cool. Fico pensando se fosse uma menina negra e pobre se isso aconteceria …

Não é uma série feminista: A série tenta e se vende como, mas não é isso que reflete. Tem algumas falas clichês meio forçadas que não colam. Além disso, a feminista que aborda Sophia e Shane na rua é retratada como se fosse uma descontrolada maluca – e ela ainda é ridicularizada pelo casal. Sophia é extremamente egoísta, passa por cima das pessoas, independentemente de serem mulheres ou não. Cadê empatia? Se vender como empoderadora e colocar um ‘boss’ no nome não faz da série feminista, a meu ver.

A ‘maquiagem’ das histórias reais: Sei que a série já estava em produção há um tempo, antes da Nasty Gal declarar falência, mas vários problemas já rolavam na empresa nos últimos anos. A Nasty Gal possui vários processos nas costas, incluindo trabalhistas (muitos por más condições no trabalho e discriminação), abusos, propriedade intelectual (aka cópias), etc.

Mundo de aparências: Sophia é considerada uma das únicas mulheres ricas dos Estados Unidos que construíram sua fortuna sozinha. Não vou entrar na questão de ‘meritocracia’, até porque acho que ela não chegou lá de uma forma completamente honesta e ela vem de outro contexto socioeconômico. Fato é que mesmo tendo para onde fugir se nada desse certo (o que é um privilégio, convenhamos), ela optou por não depender do pai e seguiu o sonho de abrir seu próprio negócio. Sua história pode realmente inspirar muitas meninas. A Nasty Gal virou desejo de muitas e passou a vender não apenas roupas, mas uma história, principalmente depois do lançamento do livro. Mas com tantos problemas no decorrer da construção da marca e com tudo que tem acontecido nos últimos anos, quem acompanha meio de fora deve achar que é tudo um mar de rosas e que a marca vai muito bem, obrigada. E isso acaba acontecendo demais por aí, né? Ainda mais nesse mundo online…

PONTOS POSITIVOS:

Apesar dos pontos acima, Girlboss é uma série leve, com episódios de 20 e poucos minutos pra assistir quando se está de bobeira – ou num domingo chuvoso, rs. Agora vamos pro que a série tem de melhor:

A trilha sonora: Uma das melhores coisas da série, sem dúvidas! Terminei querendo achar a playlist no Spotify, rs. Tão boa quanto a de Stranger Things. Volta e meia me via balançando a cabeça ‘dançando’ com alguma música. Tem Yeah, Yeah, Yeahs, Nelly, Black Kids,… Vale a pena dar o play! ♫

RuPaul: Na primeira vez que ele apareceu eu pensei: “Não acredito!”. Aí fui dar um Google pra checar se era mesmo. Ele está maravilhoso como o vizinho de Sophia e aparece em vários momentos!

O figurino (e a direção de arte/fotografia): É claro! E por alguns momentos a gente até esquece que a série não se passa nos anos 70, até por conta dos cenários também. São tantas referências da década… Não é à toa que a marca começou sendo “Nasty Gal Vintage”. E sonho com essa jaqueta colorida até hoje. ❤️

Mulheres como protagonistas: Sendo ou não uma série feminista, é sempre bacana ver mulheres como protagonistas. Ok, tem o Shane, que é uma graça, mas ele é tão songo-mongo que nem conta, rs… E a Britt Robertson está ótima como Sophia! Bem parecida fisicamente em alguns momentos, inclusive.

***

Tenho um certo receio e medo de que essa seja uma referência idolatrada para meninas mais novas porque vejo problemas em como a Nasty Gal surgiu e se sustentou. Essa premissa do sucesso a qualquer custo é perigosa e pode ser bem antiética. Ao mesmo tempo, acho super bacana uma mulher construir um império do zero e tão nova, aos 23 anos, e isso inspira muitas meninas. Já fui em duas palestras da Sophia Amoruso na época em que morava em NY e é absurda a quantidade de garotas (de todos os tipos) que se fascinam com a sua história. Sophia lançou uma nova empresa, também chamada Girlboss, que ajuda novas empreendedoras e, inclusive, já deu mais de 100 mil dólares em bolsas de estudo para meninas nas áreas de design, moda, música e artes.

Isso tudo pode inspirar? Claro que pode! Mas também é meio frustrante. Vivemos em uma geração que acredita que temos que chegar aos 30 com toda a vida resolvida, um case de sucesso embaixo do braço e uma conta bancária com vários dígitos azuis no fim do mês. E nem sempre isso acontece – ou tem que acontecer. O grande sucesso da Nasty Gal aconteceu relativamente rápido e isso é uma exceção. Não pode virar regra, nem exemplo.

***

Vale a pena assistir?! Vale. Tanto pelos pontos positivos, quanto pelas reflexões. Quero a opinião de vocês sobre a série. Gostaram?!

Beijos,
Mandy

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out 18, 2016 | Por Mandy em Series, Starving recomenda

Nova temporada do Rainha da Cocada no GNT

Quando estive em NY agora (ainda tem muita dica pra entrar!), o pessoal do canal GNT me chamou para a festinha de encerramento da primeira temporada do Rainha da Cocada, com a maravilhosa da Raíza Costa. Esse é, sem dúvidas, um dos programas mais bem produzidos que existem na TV e estando na festa deu pra perceber que o capricho é real mesmo. Fiquei com vontade de dar um “Pin” em tudo e levar cada detalhe pros meus murais do Pinterest. O tema da festa era ‘abacaxi’ e eu não poderia imaginar uma decoração mais linda (& deliciosa😋). Preparem-se antes de dar scroll

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Reconhecem o lugar da festa?! É o novo estúdio do programa. Antes era gravado no, também lindo, apartamento da Raíza. O estúdio não fica longe da locação anterior, também é no Dumbo, Brooklyn – bem perto de onde eu morava, inclusive. Fico tão impressionada com a produção de arte desse programa – dá o maior trabalhão, mas a qualidade visual é ímpar!

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A nova temporada já começou (dá para conferir as receitas aqui) e os episódios rolam de segunda a sexta, às 20h e vão até dia 11 de Novembro! São 30 receitas maravilhosas, todas feitas com ingredientes locais, ou seja, ainda rolam algumas dicas bacanas da cidade ao longo dos programas.

Ai, me deu até fome…

Beijos,
Mandy

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set 05, 2016 | Por Mandy em Series, Starving recomenda

Girls In The House: A série que precisa entrar na Netflix!

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Está procurando uma nova série rapidinha e leve para assistir?! Esqueça a Netflix desta vez e vá para o Youtube. Atores? Esqueça também. É tudo feito no The Sims 4! Estou falando de Girls In The House, uma das coisas mais criativas e engraçadas que já vi na internet, sério. A websérie, criada pelo carioca Raony Phillips, já existe há dois anos, mas só agora está ganhando mais atenção graças aos memes que rolam nas redes sociais e à paródia da Kim Kardashian X Taylor Swift.

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A trama se passa na Pensão da Tia Ruiva, que é administrada pelas 3 personagens principais: Duny, Honey e Alex. A websérie é de comédia, mas também envolve alguns mistérios, como ninguém saber quem é a tal da Tia Ruiva (e isso acaba gerando algumas confusões).

Grande parte da graça do programa vem de Duny, responsável pelo marketing do local. Ela não tem papas na língua, é grossa e tem um humor ácido e escrachado.

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Apesar de tudo, Duny tem um coração enorme e não mede esforços para ajudar os outros. E além de ser uma figura, Duny também se destaca pelo seu talento na música. Depois de uma falida tentativa de participação no American Idol logo no primeiro episódio, ela conseguiu mostrar que leva jeito e gravou até CD (mesmo! dá pra baixar aqui). Olhem só esses clipes dela:


Duvido não ficar com essa música na cabeça, rs…
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Ela é o centro da série, mas todos os personagens têm uma personalidade única – e são (quase) todos dublados por Raony!

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Alex

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Honey

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Além de Girls In The House, Raony também criou spin-offs, o Disk Duny, com referências do mundo pop como Beyoncé, Sia, Kim Kardashian, Taylor Swift, Britney Spears, Game of Thrones e Sense8!

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Os episódios têm cerca de 15 minutos cada, então dá para ver tudo num dia só – tarefa nada difícil, convenhamos! A terceira temporada começou semana passada, então corre pra acompanhar tudo! rs…

Mais alguém aí viciou?!

Beijos,
Mandy

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jul 25, 2016 | Por Mandy em Destaques, Motivos, Música, Series, Starving recomenda

AINDA NÃO ASSISTIU STRANGER THINGS?! TÁ PERDENDO!

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Inevitável não falar sobre esse assunto hoje, ainda mais depois de ter assistido junto com todo o meu (e o seu) Facebook no último final de semana, rs. Mas a verdade é que faz tempo que não vejo uma série comover tanto quanto Stranger Things. A nova produção da Netflix quebrou a internet e aqui vão alguns motivos:

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A TRAMA :: Stranger Things é uma série de suspense ambientada nos anos 80 e diferente de qualquer coisa que a Netflix já tenha produzido. A história é sobre o desaparecimento de um menino e o impacto que isso gera, envolvendo um grupo de crianças, as pessoas da cidade, criaturas bizarras, um laboratório secreto do governo, uma menina super poderosa (💕) e um universo paralelo conhecido como Upside Down. A trama é muito cativante e bem construída. É daquelas séries que você assiste direto, termina em 2 dias e fica carente depois, rs.

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Esses ser humaninhos! 😍

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Dustin! <3

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AS CRIANÇAS :: Sério, o que são esses pequenos?! Winona Ryder está ótima, mas as crianças roubam a cena! Mike, Lucas, Will, Dustin e Eleven (mas pode chamar de ‘El’ – ou ‘On’) trazem inocência, diversão e crença para toda a história – e tudo isso com uma atuação incrível! A dinâmica entre os personagens também é algo notável e amolece o coração ver como eles passam lindas lições de amizade. #FriendsDontLie

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ELEVEN E O GIRL POWER :: Eleven, uma das personagens principais, é uma menina com superpoderes que fala pouco (quase nada), mas que consegue transmitir tristeza, medo ou poder apenas com as expressões faciais e corporais. Fiquei impressionada com a atuação de Millie Brown, de apenas 12 anos, ela é fantástica! ‘El’ é badass e muito meiga ao mesmo tempo e não mede esforços para salvar seus novos amigos.

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AS REFERÊNCIAS DOS ANOS 80 :: A série se passa em 1983 e traz referências claras da década de 80, misturando romance adolescente, aventura e ficção científica. Goonies, E.T., X-Men, Poltergeist, O Senhor dos Anéis, Dungeons & Dragons, A Coisa, Alien, Star Wars,… (tem uma lista completa aqui). E as referências não param por aí. O figurino, o cenário e a trilha sonora (próximo tópico) são muito bem desenvolvidos e elevam a série para outro patamar. É nostalgia pura e talvez esse seja um dos principais motivos para Stranger Things ter ganhado tantos fãs.


Esse vídeo mostra todas as referências!

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A TRILHA SONORA :: Mais um elemento maravilhoso em Stranger Things. The Clash, David Bowie, Joy Division, New Order,… As faixas se encaixam perfeitamente na série, dão o tom de muitas cenas e fazem a gente ficar ainda mais nostálgica.

Aproveitem que no Spotify tem playlist! 🎧

Stranger Things tem apenas 8 episódios (que ódio, queria mais!) com duração média de 50 minutos cada, ou seja, dá pra assistir tudo em pouco tempo! A única coisa ruim, é que teremos que esperar até 2017 pela segunda temporada – sim, vai ter!

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Tá esperando o que?! Assiste logo, vai!

Beijos,
Mandy

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dez 08, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series, Starving recomenda

6 MOTIVOS PARA ASSISTIR JESSICA JONES AGORA!

Queria ter feito esse post há muitos dias, mas tive que me ausentar por motivos de saúde (fiquei alguns dias hospitalizada, mas já está tudo bem!) e uma das primeiras coisas que fiz chegando em casa foi finalmente terminar de assistir Jessica Jones. Faltavam só 2 episódios e a ansiedade era grande! rs…

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Bom, já tinha ouvido algumas pessoas falarem da série da Marvel + Netflix e resolvi começar a assistir. Não imaginava que fosse gostar tanto! Depois disso, era Jessica pra cá, Jessica pra lá… Todo mundo falando do seriado. Se você ainda não assistiu, aqui vão 6 motivos para começar agora:

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1 – Não é mais uma série sobre super-heróis. Jessica Jones é uma série sobre abuso e a cultura do estupro. Jessica é uma detetive particular que tem superpoderes (adquiriu uma força sobre-humana depois de um acidente), mas eles são coadjuvantes na trama. Vemos Jessica lutando (e muito!), mas para superar o estresse pós-traumático que Kilgrave, vilão da história, causou em sua vida. Ele comandava sua mente e a obrigava a satisfazer todos os seus desejos, desde participar de crimes até desejos sexuais (leia-se: estupro!). A relação era tão doentia que Jessica tem dificuldades em distinguir o que ela fez por vontade própria ou a mando de Kilgrave.

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Kilgrave não é só o malvado da história, ele é uma metáfora de muitos homens que manipulam, abusam, ameaçam, chantageiam e estupram mulheres por aí. E sabemos que não são poucos, infelizmente… Ter uma série que aborda temas como esses é importantíssimo.

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2 – Jessica não é uma heroína comum. Ela é complexa e sem clichês. Jessica bebe (bastante!), não usa uniforma de heroína (e sim jeans e camiseta), não é simpática, não é fofa, tem dificuldades para se relacionar com as pessoas e não está nem aí para o que os outros pensam. É cheia de nuances. É forte, é independente.

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3 – As mulheres dominam a série. Como se não bastasse a protagonista ser uma mulher, Jessica está rodeada delas. As personagens são bem desenvolvidas, fortes, independentes e bem sucedidas. Trish, sua amiga-irmã, foge completamente do estereótipo linda, loira e frágil. Hogarth é uma advogada gay poderosíssima e outras mulheres, igualmente fortes, completam o catálogo da trama. Nenhuma faz papel de vítima indefesa, pelo contrário. Todas estão no comando de suas vidas sem precisar de homens para defendê-las. A série tem ótimas referências ao empoderamento feminino e não se baseia em estereótipos de gênero.

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4 – Diversidade. Negros, gays, relação interracial,… Além da representatividade, tão importante em filme, séries e programas em geral, a trama fica muito mais interessante e rica. Resumo, todo mundo sai ganhando.

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5 – Amizade entre mulheres. Adoro a relação da Trish com a Jessica. Mostra que amizade genuína entre mulheres é possível sim. Para mim, é um dos pontos altos da série.

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6 – A Krysten Ritter é demais. Não acompanhei muitos papéis dela, mas sinto que foi uma excelente escolha para interpretar Jessica Jones. Além de ser uma ótima atriz, Krysten conseguiu trazer um tom sarcástico perfeito para a personagem.

Jessica Jones não é apenas uma série feminista. É baseada no HQ, claro, mas foi escrita por uma mulher, tem estrutura narrativa feminina e personagens femininas fortíssimas que resolvem seus problemas sem os meios masculinos que já estamos tão acostumadas a ver em outras séries e filmes.

A boa notícia é que essa é apenas a segunda série da Marvel com o Netflix. Depois de Demolidor e Jessica Jones, Luke Cage também ganhará uma montagem só sua e ainda haverá um crossover de todos eles em uma série inédita, ainda sem data, mas que vai acontecer! :)

Quem aí também assistiu e adorou?! 🙋

Beijos,
Mandy

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out 14, 2015 | Por Mandy em Reflexão, Series

POR MAIS SHONDA RHIMES!

Ontem comecei a assistir a segunda temporada de How to Get Away With Murder ainda pensando no belíssimo discurso da Viola Davis no Emmy. E esses dias li um compartilhamento no Facebook que me deixou pensando mais sobre a importância da série e sobre a importância da Shonda Rhimes no cenário atual da televisão.

Shonda chegou onde quase nenhum produtor e roteirista de série chegou até hoje. Ela é uma das forças mais poderosas e bem-sucedidas na televisão atualmente. Grey’s Anatomy, Scandal e How to Get Away with Murder são exibidas em sequência nos EUA toda quinta-feira no horário nobre.

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“O mundo inteiro é visto da perspectiva do homem branco. Se você é mulher, eles dirão que é uma comédia feminina. Se é uma comédia com latinos no elenco, é uma comédia latina. Normal é homem branco, e eu acho isso ridículo e chocante.”

shonda-rhimes-seriado-reflexaoShonda e suas protagonistas

Shonda é uma mulher negra, que escreve para protagonistas mulheres, em sua maioria negras também. Suas séries mostram mulheres bem-sucedidas, relações inter-raciais, personagens gays e muitos personagens negros (ainda mais se comparado às outras séries de TV). Tudo tratado de forma super natural, como deve ser. Sem estereótipos.

Aproveito pra compartilhar o tal texto do Facebook que me deu vontade de fazer esse post:

“Precisamos falar sobre: How to Get Away With Murder.

Como tem negro nessa série!!!! Negro policial, negra advogada, negra aluna, negro vendedor de loja, negro apresentador de telejornal. Tem tanto negro na série que até parece a vida real.

Como tem pegação gay nessa série! Tem beijo, tem carinho, tem sexo, tem diálogo! Tem drama, tem discussão, tem tanta pegação gay que até parece a vida real.

E a mulher ela pode muito nessa série. Ela pode ser advogada, ela pode seguir seus sonhos, ela pode ser uma escrota, ela pode ser boazinha demais, ela pode sofrer mesmo sendo forte.

Tem gay escroto, tem gay bonzinho tem negro escroto negro bonzinho tem mulher escrota mulher boazinha. Não tem gay estereotipado, não tem mulher estereotipada, não tem negro estereotipado, tem gente. Tem pessoas.

Shonda Rhimes – a produtora da série – coincidentemente é mulher e negra e talvez seja por isso que a gente precisa tanto de representatividade. Por mais Shonda Rhimes produzindo séries, campanhas publicitárias e escrevendo livros.

Sobre pessoas de verdade pra pessoas de verdade.”

Poxa, Marina Bonafé, queria ter escrito esse texto, rs… Mas como não conseguiria terminar o post com algo melhor do que a Marina escreveu, deixo esse discurso da própria Shonda, em um prêmio que ela ganhou no ano passado. Vale assistir todos os 8 minutos.

Por mais Shondas! <3

Beijos,
Mandy

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ago 07, 2015 | Por Mandy em Series, Starving recomenda

ONDE COMPRAR BONECOS DA FUNKO POP!

Hoje saiu uma notícia muito maravilhosa! A Funko Pop! finalmente vai fazer bonecos da turma de Friends!! Não imaginei que fosse me empolgar tanto, mas não vejo a hora de ter todos juntos, lado a lado, na minha estante! rs… Olha só que fofura:

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Cada um com uma característica! Porque demoraram tanto pra fazer, hein?! E o que são os Funkos, afinal? São esses mini bonecos cabeçudos com personagens de filmes, séries de TV e personalidades da música e do mundo pop em geral. São brinquedos colecionáveis para adolescentes e adultos.

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Tem muito tempo que não coleciono nada, desde criança eu acho, rs… Mas toda vez que vejo um Funko eu tenho vontade de comprar e começar a encher a minha estante com vários deles. Meu primeiro foi um Homer e agora tenho uma Bela. Já dei uma Khaleesi, Jon Snow e Elsa pra Gabi.

E onde encontrar?!

Bom, não é tão difícil de encontrar por aqui. Tem muitos sites geeks que vendem, mas são consideravelmente mais caros que lá fora. Por exemplo, nos EUA você encontra por cerca de U$9/U$10 e aqui pode ir até R$80 (ou mais, dependendo do modelo). Eu já comprei na Hop Topic e na Barnes&Noble.

Nacionais:
LimitedEdition, Mundo Geek, Coleciona, ItToys, GeekWish, PortalColecionaveis, ToyShop, FunkoMania, MercadoLivre, ArteEmMiniaturas.

Gringos:
EntertainmentEarth, eBay (esse tem frete grátis), Amazon. Li por aí que a Amazon já coloca o preço da taxa no valor final, então não tem surpresas quando chegar aqui e nem chance de ficar retido nos Correios. Parece que o frete não é dos mais baratos, mas como o valor dos Funkos lá é bem mais em conta, às vezes ainda sai mais barato comprar por lá.

Se alguém souber mais algum lugar, fala aqui nos comentários! ;)

Gostaram?

Beijos,
Mandy

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jun 23, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series

QUEM É RUBY ROSE?!

Uma beleza lindíssima, quase uma mistura de Angelina Jolie com Leonardo DiCaprio. Ruby Rose é australiana, DJ, ex-VJ da MTV, modelo, cantora e agora a mais nova detenta da turma de Orange is the New Black. Amo a série e já tiveram alguns posts aqui no blog sobre ela. Estava doida pelo lançamento da terceira temporada e nem tinha chegado nos episódios que Ruby aparecia quando já tinha lido tudo sobre ela na internet, rs.

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Não vai rolar spoiler, fiquem tranquilos, rs. Vou falar apenas da Ruby Rose mesmo.

Ruby é gay, se assumiu com 12 anos e sofreu muito preconceito no colégio. Chegou até a parar no hospital por agressão aos 16. Hoje, Ruby não mede esforços para defender o direito de ser como quiser e se considera “gender fluid”, ou seja, gênero fluido.

“Fluidez de gênero não é como se eu estivesse numa extremidade ou outra. Na maior parte do tempo eu não me identifico com nenhum gênero. Eu não sou um homem, muitas vezes não me sinto como uma mulher, mesmo tendo nascido uma. Então estou em algum lugar no meio, onde – na minha imaginação – é como se eu tivesse o melhor de ambos os sexos. Tenho muitas características que estariam presentes em um homem, mas aí no outro dia me dá vontade de usar uma saia”.

Ruby vai se casar em breve com a estilista Phoebe Dahl e juntas elas acabaram de lançar uma marca de roupas de gênero neutro, a The Scallywags.

Ano passado Ruby escreveu, produziu e atuou em um curta metragem que fala exatamente sobre isso. Provavelmente você deve ter visto algum compartilhamento desse vídeo nesses últimos dias.


ótimo dedo do meio para para as normas de gênero tradicionais

Ruby linda e maravilhosa quebrando rótulos e desconstruindo a feminilidade. Imagino que muitas meninas, gays ou não, tenham se identificado com esse vídeo. A imposição de estar bonita o tempo inteiro, maquiada, de salto, com o cabelo ~impecável~ é uma questão que atinge todas as mulheres. Nada contra gostar disso tudo (veja bem, gostar, e não se obrigar). Eu mesma adoro me arrumar às vezes, escrevo um blog que também fala de estilo e beleza, mas nem por isso faço a unha toda semana (às vezes nem uma vez por mês, rs), uso salto sempre (só em algumas ocasiões) ou só saio de babyliss. E por trabalhar com isso algumas pessoas esperam que eu ande emperequetada 24/7.

É claro que esse meu exemplo é pequeno comparado com a relação de várias outras pessoas com esse vídeo, mas acho que todos podem se identificar de alguma forma. Ainda bem que existem Rubys e Caitlyns para não só mostrar para o mundo que cada um deve ser da forma como quiser, como se sentir melhor, mas também para dar força para quem ainda sofre preso dentro de algum ~padrão~ social.

Todos amam Ruby!
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Fato é que Ruby virou a girl crush do momento e mesmo pessoas que não namorariam mulheres estão, de alguma forma, se sentindo atraídas por ela. Mas não é por menos, né?! Além da beleza irrefutável, Ruby tem um “quê” a mais, uma confiança e uma atitude que chamam a atenção de todo mundo.
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Li em algum lugar que essa androginia que a Ruby tem desafia ideias convencionais sobre identidade de gênero. Quando alguns personagens são tão lindos quanto Ruby, despertam aspectos femininos e masculinos que permitem que os espectadores imaginem seus próprios desejos de uma forma mais fluida.
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Obrigada Ruby, por fazer a sua parte e expôr o quão complexa é a sexualidade.

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Beijos,
Mandy

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maio 19, 2015 | Por Mandy em Series

NOVA SÉRIE :: SCREAM QUEENS!

Glee mal acabou (falei sobre o final da série aqui) e eu já fiquei interessada em Scream Queens por motivos de: Lea Michele e Ryan Murphy. Na verdade, as séries não tem nada em comum além da atriz e do diretor, mas parece ser interessante por se tratar de uma série cômica de terror e  pelo elenco. Olha só quem está na turma:

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Lucien Laviscount, Billie Lourd, Emma Roberts, Abigail Breslin, Ariana Grande, Nasim Pedrad, Nick Jonas, Glen Powell, Oliver Hudson, Niecy Nash, Diego Boneta (Rock of Ages), Skyler Samuels, Jamie Lee Curtis, Keke Palmer e Lea Michele.

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A trama da série está mais perto de American Horror History, na verdade (que também é de Ryan): “A Universidade Wallace é abalada por uma série de assassinatos. A Kappa House, a fraternidade mais cobiçada do campus, é governada com mão de ferro (e luva cor-de-rosa) por sua Rainha “Bitch” Chanel Oberlin (Emma Roberts). Quando a ex-Kappa Reitoria Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que todos os alunos do campus podem se inscrever para participar da fraternidade, a universidade vira um inferno, como um assassino vestido de diabo causando estragos, fazendo uma vítima a cada episódio.”

A Fox está investindo pesado na divulgação e já tem um tempo que andam rolando alguns teasers. Até cheguei a postar um no nosso Instagram. Aqui embaixo dá para conferir mais um, um outro teaser maiorzinho e um trailer de mais de 2 minutos que vazou semana passada após um evento da Fox:



Já dá para ter uma ideia, né?! Confesso que fiquei curiosa, rs….

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Para ficar de olho: figurino! Mesmo com pouca informação sobre a série já conseguimos decifrar um pouco dos personagens através das roupas. Mesmo não sendo o típico traje de faculdade americana, as roupas reforçam a importância que a “sorority” (irmandade) tem para essas meninas. Eu curti a paleta de cores (muito tons pastel) e as texturas. Estou aguardando mais fotos de filmagem e divulgação para poder ter uma visão melhor da coisa, rs.

scream-queens-serie-seriado-novo-emma-roberts-lea-michele-ariana-grande-nick-jonas-ryan-murphy-fox-tudo-sobre-red-carpet-celebridadeLea e Emma em um evento recente da FOX

Ainda no tópico looks, podemos esperar muitos red carpets interessantes, hein! Eu adorei a dupla Lea Michele e Emma Roberts! Parece que elas estão super amigas e com uma sintonia bacana. Se tudo for que nem está nas mídias sociais, o grupo todo parece bem integrado. Adoro acompanhar os “backstages” e fico contente quando o povo é unido por trás das câmeras, que nem a turma de Orange is the New Black.

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Mais alguém ansioso para a estreia?! Vai ser dia 1º de Setembro!

Beijos,
Mandy

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maio 08, 2015 | Por Mandy em Reflexão, Series

LIÇÕES DE RUPAUL DRAG RACE!

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Não, não é! E, na minha opinião, é muito mais legal! rs… O reality que elege a melhor Drag Queen dos EUA tem makes dramáticas, cabelos mais dramáticos ainda, elas fazem as próprias roupas em tempo recorde, dão piruetas bizarras, tem momentos super divertidos e drama, muito drama!

Comecei a assistir RuPaul´s Drag Race há algumas semanas no Netflix e estou amando! Estou no início da terceira temporada, mas logo nos primeiros episódios já dá para perceber que a série tem um papel importantíssimo. Além de aprendermos muitas coisas sobre esse universo, de ter gente de tudo quanto é tipo (gordo, magro, alto, baixo, etc.), Ru e suas drags compartilham lições muito valiosas.

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“Se você não se ama, como vai conseguir amar outra pessoa?!”

1) Acho que essa é a principal mensagem do programa, né? Ao final de cada episódio a frase ainda vem acompanhada de “Can I get an amen up in here?!” e eu respondo “Amen“, que nem o “Boa noite” do Jornal Nacional, rs.

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“Eu sei que sou maravilhosa, você não precisa me dizer nada.”

2) Porque autoestima é tudo na vida!

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resumindo: “Eu sou ousada e não fdp!

3) Ser ousada e atrevida sim, mas nunca puxar o tapete da amiguinha ou ser mal educada com alguém. ;)

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“Pense fora da caixa!” Adoooro Pandora Boxx!! <3

4) Criatividade é a alma do negócio. Pra quê fazer igual a todo mundo?!

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5) Não ligue para críticas ou comentários maldosos e tente sempre ver o lado positivo das coisas. Tô com você, Raven! rs…

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“Não estrague tudo”

6) Faça sempre o melhor que puder!

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“Minha filosofia de aceitação é: f*****-se as outras pessoas.” – Raven <3

7) Não ligue para o que os outros pensam de você e nunca mude para agradar outras pessoas ou se encaixar em algum “molde”.

Tenho certeza que ainda tem muito mais coisa pela frente. E já me apeguei a várias. Minhas favoritas são: Nina Flowers, Ongina, Shannel, Raven, Pandora Boxx e Jujubee! Quais são a de vocês??

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Gostaram?

Beijos,
Mandy

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abr 03, 2015 | Por Mandy em Series

POR QUE ASSISTIR UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT?

Adoro me apegar a séries rápidas, com episódios de 20 minutos que posso assistir a qualquer hora. Unbreakable Kimmy Schimidt chegou ao Netflix no último dia 06 de Março e já está dando o que falar. A série de Tina Fey tem trama divertida com humor rápido. A sinopse é bem fora do comum, mas cativante. Kimmy foi sequestrada na adolescência e viveu, junto com outras 3 mulheres, presa em um cativeiro durante 15 anos afastada da sociedade e vitíma de um culto apocalíptico. Após ser libertada ela tenta uma nova vida em Nova York.

Bom, após essa introdução, vamos recapitular alguns motivos para assistir à série:

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1) Porque já tem todos os episódios no Netflix, “dããrr”! :p E já digo, é difícil não assistir quase tudo de uma vez.

2) Essa abertura! Afinal, quem não lembra do Antoine?! A-mo! rs… “Hide your kids, hide your wife”.

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3) Kimmy! Adoro Ellie Kemper desde The Office e acho que não teria melhor atriz para fazer o papel de Kimmy! A inocência e ingenuidade da personagem garantem boas risadas! Como as últimas lembranças que ela tem são do final dos anos 80 e início dos anos 90, Kimmy sempre faz referências datadas que trazem nostalgia. Além disso, é engraçado vê-la se adaptando às modernidades. #Hashbrown No Filter Ah, isso sem contar os ensinamentos que ela passa durante à série. Já estou colocando a teoria doa 10 segundos em prática, rs.

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4) Titus! <3 Melhor personagem! O roommate de Kimmy rouba a cena várias vezes. Ele é maravilhoso! Cantor, ator a dançarino quebrado, Titus continua correndo atrás do seu sonho na Broadway com a ajuda de Kimmy. Vale assistir “Pinot Noir” para dar um gostinho, rs.

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5) A construção da relação dela com Jacqueline (ex-30 Rock), sua chefe fútil e neurótica que aos poucos vai se abrindo e, com a ajuda de Kimmy, se mostrando uma pessoa melhor. Adoro as duas juntas!

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a continuação desta cena é ótima, pena que não achei vídeo!

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6) Feminismo. Sim, está presente em vários momentos da série! Tem uma lista cheia deles no BuzzFeed!

Quer mais motivos?! Aqui vai o trailer do seriado:

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Go Kimmy!

Quem aí já assistiu?!

Gostaram?

Beijos,
Mandy

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mar 20, 2015 | Por Mandy em Destaques, Reflexão, Series

O QUE APRENDEMOS COM GLEE

É hoje! :( O dia do último episódio de Glee, uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, chegou. Comecei a assistir desde o primeiro dia e acompanhei as 6 temporadas com muito afinco, mesmo depois da morte do Cory. Mais do que uma série de TV, Glee teve um papel importantíssimo e tocou em vários assuntos delicados de uma vez só, alguns quase não abordados em seriados. Isso tudo focando em um público bem jovem (até crianças assistem). Mais do que relembrar momentos desta série maravilhosa, vamos recapitular as mensagens positivas que ela passou durante esses 6 anos?!

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Aceitação. Prefiro esta palavra à “tolerância”. Tantos perfis diferentes e igualmente excluídos em um colégio, história que se repete em qualquer escola do mundo. Glee foi, em grande parte, uma forte campanha de aceitação e anti-bullying com uma trilha sonora maravilhosa celebrando a diversidade. Durante esses anos vi muitos jovens se identificando com a série, se aceitando, se empoderando e aceitando o outro. Isso é maravilhoso!

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Klaine, meu casal favorito da série! ♥

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Em um mundo onde ​ainda existe crimes inimagináveis e inaceitáveis gerado por intolerância, como o filho de um casal homossexual ser espancado e morrer alguns dias depois no hospital, onde gays são frequentemente vítimas de preconceito, violência e impedidos de ter os mesmos direitos de um casal do mesmo sexo, Glee ajuda a propagar a mensagem a favor do amor, de que todo casal é um casal e toda família é uma família, não importa se ela seja composta por 2 homens ou 2 mulheres (ou qualquer outra forma de composição – vide pais solteiros e mães solteiras ou outras). Enfim, a mensagem de que a própria noção de familia cabe aos membros da familia​ e não a uma imposição da sociedade em nenhuma forma​.

Fiquei um tanto chocada com alguns comentários que rolaram na foto em que a Gabi postou no Instagram elogiando a postura da nova novela da Globo, Babilônia, em retratar um lindo casal gay feminino da terceira idade. E não foi só lá que as indiginações apareceram não, infelizmente. Acompanhei outros perfis e vi diversas opiniões que considero absurdas. Muitas delas dizendo que já virou “apelação” mostrar casais gays na novela, que não seriam um “bom exemplo” para crianças ou comentários piores que não merecem serem reproduzidos aqui​. Gente, pára tudo! Isso é uma representação da realidade e um serviço em pról do entendimento e da aceitação​ ampla e irrestrita​. Casais homessexuais estão aí e devem ser retratados na novela com a mesma naturalidade que um casal hétero. Tomara que apareçam mais e mais! Felizmente a Globo e séries como Glee têm a capacidade de criar mais referenciais para um adolescente que está se entendendo (ou pais e familiares), gerando menos pessoas infelizes e até evitando suicídios.

Fico tão triste de ver que ainda temos um longo caminho pela frente. Pelo menos ontem saiu a notícia de que a Igreja Presbiteriana americana reconheceu formalmente a união de casais do mesmo sexo e que o Supremo Tribunal Federal do Brasil reconheceu pais homossexuais com filhos adotados como família! ♥ Aliás, vamos clicar aqui e votar “não”?! Não custa nada e é super rápido!

E aproveitando, reforço a resposta que a Gabi deu à uma menina que perguntou se nós somos gays por defendermos esses direitos que consideramos básicos​. Não somos, mas acreditamos fortemente que não precisamos, e nem devemos, nos engajar apenas em causas que nos representam diretamente. Vivemos em sociedade e lutamos pelo direito de felicidade de todos. ​Por um mundo menos egoísta e mais tolerante​.

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Transgêneros, um assunto pouquíssimo comentado teve não só um, como dois personagens em Glee. Unique (o melhor que o Glee Project levou para a série!) e Sheldon Beiste (que passou pela mudança de sexo durante a última temporada) mostraram, novamente, a importância de nos aceitarmos do jeito que somos.

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Casais inter-raciais. Um tema que parece mais superado, mas que ainda gera polêmica quando é retratado em uma novela foi abordado em dois casos na série. Incrível como em 2015 ainda exista preconceito com a relação afetiva entre brancos e negros. Nem o comercial mais fofo dos últimos tempos (lançado durante o Super Bowl de 2013) escapou de críticas racistas nos EUA, o que felizmente gerou uma reação positiva ainda maior em resposta. Então aqui vai mais um obrigada a Glee por reforçar a todos que assistiram à serie que o amor não tem cor, sexo, tamanho e que a identidade é algo de caráter individual.

E, por fim, um GIF que representa muito o que foi esta série para mim e tudo que eu espero desse último episódio. #Ansiosa

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“AAAAAAMAZING!”

Beijos,
Mandy

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dez 16, 2014 | Por Mandy em Destaques, Estilo, Series

OS MELHORES MOMENTOS DE GLEE!

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Já falei tanto de Glee aqui no blog. Olhando post antigos vi que falei mais do que imaginava, rs… E por que falar novamente? Porque acabaram de lançar a promo do primeiro episódio da última temporada, que vai ao ar dia 09/01 aqui nos EUA! Infelizmente a série vai acabar no semestre que vem e a sexta temporada terá apenas 13 episódios! :(


Lea linda cantando “Let It Go”!

Mesmo achando que a série não ia muito bem das pernas desde a morte do Cory, sempre fico triste com o fim de um seriado que gosto muito. Esperei ansiosamente pela estreia e acompanhei desde o dia 1. Amo musicais e sabia que iria amar Glee (e amei!). Então, bem em clima nostálgico, resolvi separar meu Top 10 até então!


Essa não tem como ficar de fora, né?!


Amo Wicked! É um dos meus musicais preferidos! Assisti com a Idina Menzel e a Kristin Chenoweth!!


AMEI essa versão!! Uma saudade: Jesse St. James (adoro o Jonathan Groff – que é bff da Lea Michele, rs).


Finchel!! <3 Esse mashup é um dos meus preferidos!


Idina Menzel (ou Adele Dazeem, segundo John Travolta! rs) arrasando!


Cafona, mas eu adorei! rs… Cantar Celine Dion não é para qualquer um!


AMO Blaine, um dos meus favoritos, e amo essa versão de Teenage Dream.


Mais uma do Blaine. Grease é meu filme preferido e eu pirei quando teve o episódio especial!


Santanda cantando no episódio da morte do Finn (Corey!).. :'( Chorei tanto quando assisti. Impossível não se comover com a emoção real dos atores.


Última música da quinta temporada! Não queria que eles saíssem de NY! :(

Nossa, foi MUITO difícil selecionar apenas 10 em mais de 550 músicas! :o Agora resta esperar para que eles terminem a série de uma forma bacana. Medo do que o Ryan Murphy pode fazer, rs… Ah, e nada de spoiler nos comentários, hein! ;p

Sentiram falta de algum número?! Quais os preferidos de vocês?

Beijos,
Mandy

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out 27, 2014 | Por Mandy em Estilo, Series

A NOVA SÉRIE #SELFIE!

Vocês já sabem que a gente ama uma série, né?! Comecei a assistir uma nova que estreou há pouco tempo aqui nos EUA, chamada Selfie. Gosto dos mais variados estilos de seriados, mas esse é bem girlie, confesso, rs. Também adoro 2 Broke Girls e New Girl. Bom, Selfie, como o nome já sugere, mostra a vida de Eliza Dooley, uma obcecada por Instagram que possui mais de 263 mil seguidores! A vida dela se resuma às redes sociais e ao compartilhamento de tu-do que faz. Um belo dia ela cai na real (depois de um incidente desastroso, rs) e percebe que precisa fazer mais amigos offline.

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O desenrolar da primeira temporada mostra Henry, “bam bam bam” de marketing da empresa onde ela trabalha, tentando fazer um “rebrand” em Eliza e ajudando a moça a recuperar a sua reputação. Só assisti 2 episódios, mas achei bem divertidinho. Acho o timing do seriado bem bacana! Até menção ao caso da plástica/não plástica de Renée Zellweger apareceu por lá no último episódio!

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Não só o seriado é rápido e ligado com o que está acontecendo no momento, assim como as próprias redes sociais, como Eliza também tem seu perfil “real” no Instagram. Achei genial! rs…

Por trás de Eliza tem uma atriz super estilosa. Adorei ter pesquisado mais sobre a Karen Gillan e fiquei encantada com os looks da moça, olha só:

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Karen é escocesa e ficou conhecida pelo papel de Amy Pond na série Dr Who. Achei ela super cool e trendy, mas sem ser óbvia. Algo me diz que vou ficar de olho nela, rs. Isso sem falar nesse cabelo ruivo maravilhoso que ela teve o total desapego em raspar tudo para interpretar a Nebulosa em “Guardiões da Galáxia”. Corajosa!

Aqui passa na ABC e eu assito pelo site da emissora, mas soube que já está passando no Brasil, na Warner, todas as quartas, às 20h! :)

E aí, alguém aí já assistiu Selfie? Gostou?

Beijos,
Mandy

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jul 25, 2014 | Por Mandy em Series

NOS ANOS 60 EU SERIA GOSTOSA

Não estranhem o título do post, o argumento é razoável, rs. Eu comecei a assistir Mad Men no Netflix (sim, estou extremamente retardatária) e tenho vários comentários que provavelmente renderiam bons posts por aqui. Mas o que mais me chamou atenção até agora é o contraste dos padrões de beleza, sobretudo no que diz respeito ao tipo físico. “Ah, mas você está relatando história através da ficção!” – Sim, mas o retrato é muito fiel, então permitam essa licença poética.

Esta semana a Cony do Futilish compartilhou um link da Marie Claire que falava sobre a modelo plus size australiana Robyn Lawley. Já falamos dela aqui, lembram? Pois é… Acontece que a modelo plus size de 2014 é metade do tamanho da Joan Holloway:

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Imagem bem grande para sua apreciação. ;) Muitas de vocês já devem conhecer a atriz Christina Hendricks, que interpreta a Joan em Mad Men, e um dos maiores bustos da história da televisão. Já falamos dela algumas vezes em red carpets, mas não conhecia sua personagem ainda. Joan não só é considerada boazuda na série, como ela é a abelha rainha das gostosas do enredo. Bootylicious and Boobylicious!

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Até o fim da segunda temporada (onde eu estou), o corpo dela não apareceu sem roupa, então o que eu vou dizer é especulação, mas considerem: Joan é uma mulher mais “recheada” que valoriza seu físico tornando-o o mais ampulheta possível, com lingeries que são quase espartilhos, deixando a cintura finíssima. E não fica um avião? Com uma ajudinha do figurino, uma boa postura e muita confiança, Christina Hendricks consegue quase fazer January Jones parecer sem-graça (eu disse “quase”, ela é muito maravilhosa, rs).

Felizmente, o mundo não é tão unanimemente “magro” quanto pode parecer. Uma pesquisa britânica revelou ano passado que o tipo físico mais desejado é justamente o dela! Não vou negar que trocava de lugar com Gisele Bündchen qualquer dia, mas fico aliviada em saber dessa pesquisa…

O que acham da Joan?

Beijos,
Gabi

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