dez 06, 2013 | Por Mandy em Estilo, News

LENNY NA CHINA?

Ontem recebemos um e-mail de uma leitora (obrigada Stephanie!) alertando sobre um pequeno “problema” com a coleção da Lenny Niemeyer para a C&A. Acontece que um vestido que está sendo vendido nas araras da loja como criação da estilista, já estava no Ali Express antes do lançamento. Duvidam?

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Pegamos a foto emprestada do blog Princesas Modernas para ilustrar. Infelizmente, a foto do site da C&A não corresponde 100% ao que está à venda, sabe-se lá o motivo. É ou não é o mesmo vestido? A única diferença fica por conta do forro mesmo. Ainda por cima, aqui ele custa R$129,00 e no Ali U$19,20! A gente acredita que a maioria das peças da coleção tenha sido mesmo criada para a Collection (até porque algumas estampas são familiares) e que esse é um daqueles itens que eles incluem pra “fazer volume”. Obviamente, isso não justifica nada! Colocar uma etiqueta num vestido pronto, criado e produzido na China, dizendo que é de uma grande estilista, é enganação. Ludibriar o consumidor assim não vale…

O pior é que isso já tinha acontecido com aquele vestido preto da parceria com a Ágatha… Tsc, tsc, tsc.

Beijos,
Mandy e Gabi

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Comentários
  1. nina • dez 06, 2013 - 11:25

    Novidade… não sei o que as equipes de estilo de algumas fast fashion e, não vamos ser ingênuas, de grandes marcas fazem. Acho que ficam indo pra China comprar tudo que eles já tem de mostruário lá, que foram encomendadas por outras marcas e mudando a etiqueta. Ridículo, depois não sabem porque o Brasil não tem um estilo de design forte. Claro que os consumidores tem uma grande parcela de culpa nisso, quase não se compra nada de moda autoral (e moda autoral não digo grandes criadores famosos por isso, mas aquela marca legal de uma menina que acabou de se formar, etc) e a maioria prefere se vestir igual a todos, aka skort, calça listrada… triste. Mas aos poucos vamos mudando ;)

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 03:04

      Fingers crossed Nina!!!
      Beijosss G.

  2. Anna Cristina • dez 06, 2013 - 13:56

    Na coleção da Issa tinha uma clutch com estampa da Union Jack idêntica à que eu comprei no ebay por metade do preço.
    Das duas um: ou os estilistas e equipe de criação são muito pouco informados sobre ebay / aliexpress, ou pensam que nós somos.

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 03:03

      HAHAHAHAHAHA!!! A melhor análise! :)
      Beijosss G.

  3. Stephanie • dez 06, 2013 - 15:06

    Mandy e Gabi,
    Obrigada por terem postado isso! Acho que vai abrir os olhos de algumas pessoas que compram quase compulsivamente nessas coleções. Fico feliz por ter ajudado. Beijos!

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 03:03

      Nós que agradecemos Stephanie! :)
      Beijosss G.

  4. Amanda • dez 06, 2013 - 19:51

    Como comprar uma peça autoral se ela custa os olhos da cara? Infelizmente nem todos tem condições de impulsionar essa vertente de moda no país. O custo x benefício é enorme nas ff, porém, um estilista pegar uma peça pronta e incluir numa coleção, é, no minimo, uma sacanagem. Tudo tem limites.

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 03:00

      Com certeza… E se tem alguém com bala na agulha e canal pra distibuir as peças exclusivas, essa é a C&A, né?
      Pode produzir lá fora, sem problemas.
      Mas a criação teria que ser da Lenny. É a premissa da Colection! rs
      Beijosss G.

  5. Andrea • dez 06, 2013 - 23:14

    Eh! sei como é, trabalho c/ moda há anos e tive a oportunidade( ) de trabalhar em uma loja super bonita na Melo Alves, descobri que as etiquetas eram recosturadas!
    O pior que éramos obrigados a falar que a peça era exclusiva.

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 02:57

      Nossa!!! Que coisa 171!!!!
      Muita safadeza… :P
      Beijosss G.

  6. Jô Nascimento • dez 07, 2013 - 03:51

    Meninas, achei o fim! Que falta de respeito com os consumidores! Igual ao vestido que na Le Lis Blanc que custava R$ 500 e na C&A R$ 89,90, o mesmo vestido, mas na Le Lis vc pagava pela etiqueta, rs. Tudo da China! Bjos e obrigada por colocar os créditos na foto =)

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 02:56

      Nós que agradecemos a foto! Salvou! :)))
      Beijosss G.

  7. Letícia • dez 07, 2013 - 15:28

    Acho que qualquer pessoa que já tenha trabalhado com moda/consumidor mais atento sabe que isso é absolutamente comum – aliás, é o padrão – em marcas de vários portes, não só fast fashions, aqui no Brasil. E até as que se prezam de ter uma super identidade própria fazem isso. O mercado aqui funciona com peça comprada fora e usada como piloto e com importados da China, e isso não é polêmica nenhuma pra quem está inserido nesse mercado – simplesmente é assim que se faz. É a parte terrível de ter um mercado pouquíssimo profissional, dominado por gente que não tem formação no assunto e tal. E vai fazer o que, com marcas reféns do consumidor? Aqui não tem a marca que “educa”, sabe? A marca com identidade forte o suficiente pra dizer “eu sou isso, e você que se ligue de vir atrás”, especialmente entre as mais acessíveis. Aqui a onda é “vamos ver o que todo mundo vai fazer, porque o consumidor em massa vai querer, e vamos copiar”. Eu acredito muito que possa existir um mercado maneiro no Brasil, mas a gente tá a anos-luz disso e com o consumidor completamente desenfreado, na empolgação de finalmente poder comprar alguma coisa legalzinha e parecida com o que vê na gringa, acaba sendo ao mesmo tempo responsável e vítima dessas coisas.
    Mas fora isso, tem algo de muito louco rolando na equipe de marketing da C&A hein. A qualidade tá pior do que nunca, os preços altos, uma parceria nova a cada três dias, maior parte dos produtos da China… Entendo que a curto prazo eles devem estar fazendo uma grana estrondosa, justamente por causa desse consumidor que se empolga, mas a longo prazo estão destruindo a marca e abrindo espaço pra concorrência. Pra se reerguer depois fica bem mais difícil. Acho que essa galera pirou.

    • Mandy e Gabi • dez 08, 2013 - 16:50

      É verdade, Letícia! Infelizmente isso acontece muito. Mas não é só no Brasil não, sabia? Aqui nos EUA tb rola em vááárias lojas, mas nunca vi em caso de parceria com fast-fashion, como H&M, Target, etc. que fazem coleções de designers famosos. Se isso acontecesse por aqui ia ser considerado absurdo e ia dar o que falar.
      Até entendo e sei que isso acontece nas coleções normais pq a demanda é muito grande e eles precisam de peças novas toda hora (e por preços bem baixos), só acho absurdo fazerem isso em coleção especial de designer conhecido e chamando os modelos de “exclusivos”. Isso sim é enganação.. Até pq, eles cobram um preço bem maior do que o normal justamente por ser uma coleção especial. Esse vestido, no caso, talvez não custasse R$129 se não tivesse na coleção da Lenny. O markup que eles ganham nisso é absurdo. Se vende por U$19 no Ali, imagina só quanto no custa esse vestido? Tira pelo menos metade do preço disso aí. Enfim, pode ser uma prática que está se tornando comum, mas continuamos achando um absurdo usarem isso em coleção especial vendendo como produto exclusivo por um preço muito maior! :/

      Beijos!!!
      M.

  8. Bárbara S. • dez 08, 2013 - 20:03

    Acho que o problema maior não é o fato de peças iguais em lojas diferentes, isso é o que mais tem, e sim ser de uma coleção de “Fulano” para “tal loja”, ridículo para a loja e muito mais para o estilista.

    http://shoesandshows.blogspot.com.br/

    • Mandy e Gabi • dez 09, 2013 - 02:54

      Pois é… Era pra ser um trabalho autoral e não foi! :/
      Beijosss G.

  9. Jeu Guanabara • dez 10, 2013 - 10:08

    Fui dar uma olhada nas peças da coleção de PatBo pra C&A no dia do lançamento e fiquei abismada com os preços. Aquilo não entrava na minha mente! Fiquei tão revoltada com uma saia de quase R$ 400,00 que fui olhar a etiqueta e tava lá grandão “Made In China”. Que todo mundo sabe que essas lojas de Fast Fashion adoram um trabalho escravo pra fazer as roupas, isso é história antiga. Infelizmente ainda existe gente que tenta justificar esses valores absurdos de algumas peças dizendo que são feitas a mão, tem detalhes demais, por isso precisa custar quase um salário mínimo. Numa loja fast fashion? Eu acho que não, hein?

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